Ginecologista social, formando opinião com o que lhe esvai da alma :sentimentos Construo-me com os tijolos da dedicação e do amor! Meu telhado de cristal quer ver as estrelas e o sol. Não o embace ...você me cegaria! Amigo é aquele que nos enxerga pelos nossos olhos como nós somos e ainda assim nos ama .
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
FINADOS ...
FINADOS
nelson antonio
Meus mortos já não repousam mais ali
Onde foram plantados e com lágrimas regados,
Em cada espaçonave de madeira que os vi partir
Levaram pedaços de minha alma arrancados...
Meus pais e os seus pais , mil parentes e amigos
À sepultura solenemente desceram rumo ao infinito.
Hoje apenas jazem pedaços de seus ossos carcomidos
Embaixo de uma lápide com seus nomes sobrescritos.
A morte é implacável em sua sanha voraz,
Como um animal que espreita o deslize de sua presa,
Sabe ser paciente, aliada do humano tempo tão fugaz.
E quando, soberbos, nos julgamos seres imortais
Chega a hora em que os ponteiros não correm jamais
E nos tornamos entre mil lápides um nome a mais!
Dª Iracema e Dª Zê
Com meu carinho, tristemente
nelson antonio
Poema MORTO
- Poema MORTO
02/11/2012
Dois de Novembro
Dia da Exumação da saudade
Dos que sempre me lembro
E repousam na Eternidade !
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A bela velhice
A bela velhice
Há uma geração que está rejeitando estereótipos e criando novos
significados para o envelhecimento
No livro "A Velhice", Simone de Beauvoir, após descrever o dramático
quadro do processo de envelhecimento, aponta um possível caminho para
a construção de uma "bela velhice": ter um projeto de vida.
No Brasil, temos vários exemplos de "belos velhos": Caetano Veloso,
Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Marieta Severo, Rita Lee,
entre outros.
Duvido que alguém consiga enxergar neles, que já chegaram ou estão
chegando aos 70 anos, um retrato negativo do envelhecimento. São
típicos exemplos de pessoas chamadas "ageless" ou sem idade.
Fazem parte de uma geração que não aceitará o imperativo: "Seja um
velho!" ou qualquer outro rótulo que sempre contestaram.
São de uma geração que transformou comportamentos e valores de homens
e mulheres, que tornou a sexualidade mais livre e prazerosa, que
inventou diferentes arranjos amorosos e conjugais, que legitimou novas
formas de família e que ampliou as possibilidades de ser mãe, pai, avô
e avó.
Esses "belos velhos" inventaram um lugar especial no mundo e se
reinventam permanentemente.
Continuam cantando, dançando, criando, amando, brincando, trabalhando,
transgredindo tabus etc. Não se aposentaram de si mesmos, recusaram as
regras que os obrigariam a se comportarem como velhos. Não se tornaram
invisíveis, apagados, infelizes, doentes, deprimidos.
Eles, como tantos outros "belos velhos" que tenho pesquisado, estão
rejeitando os estereótipos e criando novas possibilidades e
significados para o envelhecimento.
Em 2011, após assistir quatro vezes ao mesmo show de Paul McCartney,
perguntei a um amigo de 72 anos: "Por que ele, aos 69 anos, faz um
show de quase três horas, cantando, tocando e dançando sem parar, se o
público ficaria satisfeito se ele fizesse um show de uma hora?". Ele
respondeu sorrindo: "Porque ele tem tesão no que faz".
O título do meu livro "Coroas" é uma forma de militância lúdica na
luta contra os preconceitos que cercam o envelhecimento. Tenho
investido em revelar aspectos positivos e belos da velhice, sem deixar
de discutir os aspectos negativos.
Como diz a música de Arnaldo Antunes, "Que preto, que branco, que
índio o quê?/Somos o que somos: inclassificáveis". Acredito que
podemos ousar um pouco mais e cantar: "Que jovem, que adulto, que
velho o quê?/ Somos o que somos: inclassificáveis".
MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do
Rio de Janeiro e autora de "Corpo, Envelhecimento e Felicidade" (Ed.
Civilização Brasileira)
quadro do processo de envelhecimento, aponta um possível caminho para
a construção de uma "bela velhice": ter um projeto de vida.
No Brasil, temos vários exemplos de "belos velhos": Caetano Veloso,
Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Marieta Severo, Rita Lee,
entre outros.
Duvido que alguém consiga enxergar neles, que já chegaram ou estão
chegando aos 70 anos, um retrato negativo do envelhecimento. São
típicos exemplos de pessoas chamadas "ageless" ou sem idade.
Fazem parte de uma geração que não aceitará o imperativo: "Seja um
velho!" ou qualquer outro rótulo que sempre contestaram.
São de uma geração que transformou comportamentos e valores de homens
e mulheres, que tornou a sexualidade mais livre e prazerosa, que
inventou diferentes arranjos amorosos e conjugais, que legitimou novas
formas de família e que ampliou as possibilidades de ser mãe, pai, avô
e avó.
Esses "belos velhos" inventaram um lugar especial no mundo e se
reinventam permanentemente.
Continuam cantando, dançando, criando, amando, brincando, trabalhando,
transgredindo tabus etc. Não se aposentaram de si mesmos, recusaram as
regras que os obrigariam a se comportarem como velhos. Não se tornaram
invisíveis, apagados, infelizes, doentes, deprimidos.
Eles, como tantos outros "belos velhos" que tenho pesquisado, estão
rejeitando os estereótipos e criando novas possibilidades e
significados para o envelhecimento.
Em 2011, após assistir quatro vezes ao mesmo show de Paul McCartney,
perguntei a um amigo de 72 anos: "Por que ele, aos 69 anos, faz um
show de quase três horas, cantando, tocando e dançando sem parar, se o
público ficaria satisfeito se ele fizesse um show de uma hora?". Ele
respondeu sorrindo: "Porque ele tem tesão no que faz".
O título do meu livro "Coroas" é uma forma de militância lúdica na
luta contra os preconceitos que cercam o envelhecimento. Tenho
investido em revelar aspectos positivos e belos da velhice, sem deixar
de discutir os aspectos negativos.
Como diz a música de Arnaldo Antunes, "Que preto, que branco, que
índio o quê?/Somos o que somos: inclassificáveis". Acredito que
podemos ousar um pouco mais e cantar: "Que jovem, que adulto, que
velho o quê?/ Somos o que somos: inclassificáveis".
MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do
Rio de Janeiro e autora de "Corpo, Envelhecimento e Felicidade" (Ed.
Civilização Brasileira)
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Descarte de um coringa
Descarte de um coringa
No jogo desta
vida imprevisível
Sou mera carta descartada
sobre a mesa
Na vida dos que me usaram
com esperteza,
Em momentos em que fui
presença imprescindível .
Metamorfoseado em todos os
naipes, de Valete
Fiz-me Rei , Rainha e até
um Ás de Ouro ,
Enquanto hábeis mãos como
uma marionete
Manipulavam-me de um lado
para o outro.
Mas chega o dia em que
somos desimportantes,
Material barato e inútil
que se joga no lixo ,
E lançam-nos na frieza de
um cruel ostracismo.
Hoje, decifrando melhor
a vida, com conformismo
Sinto que meu presente nada
mais é que meu passado:
Sou importante até
tornar-me um coringa descartado !
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Clube Minas Gerais, meu Clube-Família
Clube
Minas
Gerais,
meu Clube-Família
( Ao meu primeiro neto
Paulo Henrique , sucessor ... do meu sucessor )
Como é
lindo meu Clube Minas Gerais
Tal
minha pátria, é da familia uma extensão...
Por
todos os seus cantos vamos mais e mais
Fazendo
novos amigos, tornando-nos irmãos !
Suas
antigas árvores soberbas e altaneiras
Aos
poucos veem os filhos substituindo os pais...
Lembram-me
de velhas amizades companheiras
Eternas
na memória que os tempos não trazem mais.
No
imenso divã verde atapetado de seus campos
Desfilam
céleres as mais primitivas das emoções
Em gritos,
choros, rezas e até mesmo palavrões !
E eu ,
envelhecido, que ali corro desde garoto,
No
lusco -fusco da vida clubística, digo em prantos
:
- Só
deixo do meu Clube quando estiver morto!
sábado, 11 de agosto de 2012
Pobre coração minado e agora na escuridão...

Obrigado aos que mais uma vez pensam em mim , aos que falam aos seus deuses por mim, aos que me tocam na residência da minha alma : meu coração. Foram estes com suas palavras doces, cheias de gentileza e generosidade, que me levantam e hoje fazem-me mais FELIZ, em tentativa de total e plena recuperação , dos meus olhos e do meu coração, ambos minados... mas resilientes ! O amor, como disse-me uma amiga querida, é o que me resta para renovar mais uma etapa da minha vida... até q
uando Ele quiser.E Ele há de querer ...
Obrigado, de coração. E de olhos lacrimejados e dodói...
PS - Todos vocês a quem eu sou grato estão lá no meu coração, além dos meus cinco stents! São minhas escoras emocionais. Estarei bem vendo através dos olhos e do coração de vocês, meus amigos ! nelson antonio
Ainda tento e posso ler seus emails ... mesmo que não os possa lerei pela alma !
Obrigado, de coração. E de olhos lacrimejados e dodói...
PS - Todos vocês a quem eu sou grato estão lá no meu coração, além dos meus cinco stents! São minhas escoras emocionais. Estarei bem vendo através dos olhos e do coração de vocês, meus amigos ! nelson antonio
Ainda tento e posso ler seus emails ... mesmo que não os possa lerei pela alma !
drnelsonantonio@gmail.com

" Já andei por tantas terras, ja venci mil guerras, ja levei porradas, dominei meu medo, ja cavei trincheiras no meu coraçao... "
Já perdi, e fui perdido , por tantas pessoas bonitas que têm o coração amarrado, condicionado a outro coração e por isto perdem a capacidade de sonhar e de existir, como duas águias amarradas pelos pés... sem poderem voar pelo céu da Li
berdade ! Ah como me fazem falta. Ah ....como fazem falta a si mesmas! Eu que sou um coração minado , implodido pela intolerância ... e pela crueldade nossas com a afeição que lhes dávamos em gratuidade e incondicionalidade ... mas que , ambos, não soubemos resgatar
das profundezas abissais de nossas almas egoístas que se perderam no dobrar das esquinas de nossas vidas ! Ficaram saudades bonitas do quanto fomos felizes sem o saber... enquanto fomos ! Ah...coração minado.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Virtualino


VIRTUALINO
Nelson Antonio
Corre aflita, derrubando filhos, cachorros, marido... pela casa adentro .
Pra ligar o computador, desesperada e como sempre necessitada, para ver logo sua florzinha verde brilhante a denunciar : On-Line no ICQ.
-Sim, quer um chat com ele, o Virtualino, logo-logo , pra ontem !!!...
Enquanto a máquina vai acordando, sonolenta, como que se espreguiçando, abrindo mil besteiras na sua área de trabalho repleta ( bolsa de mulher e área de trabalho ....Ah !....quanta semelhança ....), empurra pra dentro um sanduíche enorme de saudades goela abaixo, com uma Coca-Cola gelada de ansiedade, derramando amarronzados em sua blusa branca posta há pouco.
Depois dessa lenga-lenga toda, finalmente aquele hediondo apito de trem da inicialização do ICQ ecoa pela casa toda : ela está conectada a 46.666 bps , sem banda larga que o marido não paga nem por decreto pois tem um ódio da maldita Internet da mulher !
Coloca sua senha ultrasecreta ( cheia de # e asteriscos , mil sinais loucos que lê da cola , bem escondidinha no sutiã 42 apertado ) e a florzinha yellow - green - red girando, girando... enquanto seu coração pula pela boca àfora, sobressaltado....
Mas, de repente , cadê o Virtualino que se esconde atrás de uma florida DND ( Do not Disturbe ) maldita, criando um muro impenetrável entre eles dois ?
Fica ali, bestificada, esparramada pela cadeira giratória, sabendo-o alí On-Line , bandido !, traidor !, Zé Galinha galinhando com todas as gentes do mundo...menos ela !
Pensa nervosamente : maldito amor virtual que faz sua raiva ser REAL, irracionalidade por se fazer de besta, traindo a tudo , a todos e a si mesma ! E logo ela que não acreditava em coisas da Internet estava agora vício-apaixonada perdidamente neste jogo das ilusões.
Mas de repente, pluft ! , ele entra On-Line. Vem aquele familiar toc-toc e a voz esganiçada daquela cabritinha do ICQ a lhe chamar ( seria um pato morrendo , pássaro engasgado ?... " Qual-qual....qual-qual... ", no som indefectível da campanhia de chamamento do ICQ ).
Numa mensagem com direito a fundo rosa dos amantes virtuais, antecedida com uma carinha de anjinho sapeca, ele tecla em marinho :
- Oi, cê tá aí ? Psssiu !....
E ela, espavorita, cúmplice, trocando tudo que é letra, responde :
- Hooooiiii !... Tô aqui sim !....É você mesmo, Virtualino ?
E lá vão eles , então, meninos, aflitos, inocentes, soltos, a brincar de gostar !...
Adolescendo -se !...
Realmente, iludidos um do outro como todos nós, os amantes virtuais !...
Corre aflita, derrubando filhos, cachorros, marido... pela casa adentro .
Pra ligar o computador, desesperada e como sempre necessitada, para ver logo sua florzinha verde brilhante a denunciar : On-Line no ICQ.
-Sim, quer um chat com ele, o Virtualino, logo-logo , pra ontem !!!...
Enquanto a máquina vai acordando, sonolenta, como que se espreguiçando, abrindo mil besteiras na sua área de trabalho repleta ( bolsa de mulher e área de trabalho ....Ah !....quanta semelhança ....), empurra pra dentro um sanduíche enorme de saudades goela abaixo, com uma Coca-Cola gelada de ansiedade, derramando amarronzados em sua blusa branca posta há pouco.
Depois dessa lenga-lenga toda, finalmente aquele hediondo apito de trem da inicialização do ICQ ecoa pela casa toda : ela está conectada a 46.666 bps , sem banda larga que o marido não paga nem por decreto pois tem um ódio da maldita Internet da mulher !
Coloca sua senha ultrasecreta ( cheia de # e asteriscos , mil sinais loucos que lê da cola , bem escondidinha no sutiã 42 apertado ) e a florzinha yellow - green - red girando, girando... enquanto seu coração pula pela boca àfora, sobressaltado....
Mas, de repente , cadê o Virtualino que se esconde atrás de uma florida DND ( Do not Disturbe ) maldita, criando um muro impenetrável entre eles dois ?
Fica ali, bestificada, esparramada pela cadeira giratória, sabendo-o alí On-Line , bandido !, traidor !, Zé Galinha galinhando com todas as gentes do mundo...menos ela !
Pensa nervosamente : maldito amor virtual que faz sua raiva ser REAL, irracionalidade por se fazer de besta, traindo a tudo , a todos e a si mesma ! E logo ela que não acreditava em coisas da Internet estava agora vício-apaixonada perdidamente neste jogo das ilusões.
Mas de repente, pluft ! , ele entra On-Line. Vem aquele familiar toc-toc e a voz esganiçada daquela cabritinha do ICQ a lhe chamar ( seria um pato morrendo , pássaro engasgado ?... " Qual-qual....qual-qual... ", no som indefectível da campanhia de chamamento do ICQ ).
Numa mensagem com direito a fundo rosa dos amantes virtuais, antecedida com uma carinha de anjinho sapeca, ele tecla em marinho :
- Oi, cê tá aí ? Psssiu !....
E ela, espavorita, cúmplice, trocando tudo que é letra, responde :
- Hooooiiii !... Tô aqui sim !....É você mesmo, Virtualino ?
E lá vão eles , então, meninos, aflitos, inocentes, soltos, a brincar de gostar !...
Adolescendo -se !...
Realmente, iludidos um do outro como todos nós, os amantes virtuais !...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
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