domingo, 1 de janeiro de 2017

Falem comigo diretamente: drnelsonantonio@gmail.com

CONFIDENCIAL - Dúvidas?Amigos, encaminhem apenas  para meu email particular, drnelsonantonio@gmail.com  que responderei por lá assim que possível para evitar exposição de vocês pùblicamente. ( Releiam o texto, ele é autoexplicativo! Não respondo mais por WhatsApps.)

sábado, 26 de novembro de 2016

Não Chore À Beira do Meu Túmulo - Eu não estou lá

Eu não estou lá  - Não Chore À Beira do Meu Túmulo.


Este poema foi escrito por Mary Elizabeth Frye, em 1932. Ela não era poeta, era florista. O que acaba resultando na mesma arte de cultivar beleza. Ela vivia em Ohio, Estados Unidos, e se compadeceu da dor de uma jovem judia cuja mãe estava muito doente, na Alemanha. A jovem, Margaret, havia sido advertida a não voltar à Alemanha naqueles tempos duros de antissemitismo. Quando sua mãe morreu, a jovem disse a Elizabeth: “Nunca tive a chance de chorar no túmulo da minha mãe.” Elizabeth pegou então o papel que tinha em mãos, escreveu este poema e a entregou.

Don’t Stand At My Grave And Weep

“Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave bereft
I am not there. I have not left.”

Coloquei em inglês pra preservar a beleza e a musicalidade do poema. Mas acrescento a  versão  em português:

Não Chore À Beira do Meu Túmulo

“Não chore à beira do meu túmulo,
eu não estou lá… eu não dormi.
Estou em mil ventos que sopram,
E a neve macia que cai.
Nos chuviscos suaves,
Nos campos de colheita de grãos.
Eu estou no silêncio da manhã.
Na algazarra graciosa,
De pássaros a esvoaçar em círculos.
No brilho das estrelas à noite,
Nas flores que desabrocham.
Em uma sala silenciosa.
No cantar dos pássaros,
Em cada coisa que lhe encantar.
Não chore à beira do meu túmulo desolado,
Eu não estou lá – eu não parti.”

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dicas Para Maiores de 60 Anos (E Para Quem Vai Chegar Lá)


Dicas Para Maiores de 60 Anos (E Para Quem Vai Chegar Lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras e para quem ainda não chegou lá e, quando chegar, quer vivê-las plenamente. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender... Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém e... tenha uma ótima vida!
 
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não desfrute-o com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um parente com ideias. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de ter muita paz e tranquilidade.

2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como andar regularmente) e coma bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento.

5. Nada de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. 
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
6. Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo... E LEMBRE-SE: "Um homem nunca é velho enquanto lhe resta a inteligência e o afeto".

7. Cuide da sua aparência. Frequente o cabeleireiro ou o barbeiro, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use bons perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado.

8. Acompanhe as tendências da moda, adaptando-as ao seu físico e à sua idade. Há pouca coisa mais patética do que uma pessoa de meia-idade com penteados e roupas feitas para gente jovem e sarada.

9. SEMPRE mantenha-se atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite a internet com alguma frequência, envie e responda os seus e-mails e use as redes sociais, mas sem estresse ou como vício. Visite os amigos e receba-os também.

10. Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão melhor preparados para a vida do que você imagina. Como nós quando tínhamos a idade deles.
 
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
11. Nunca use o termo "no meu tempo". Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido.

12. NÃO caia na tentação de viver com seus filhos ou netos. Apesar de, ocasionalmente visitá-los por alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua. Se você perdeu o seu parceiro, consiga uma pessoa para ir morar com você e ajudar com as tarefas domésticas. Tome esta decisão somente quando não mais puder cuidar de si mesmo sozinho.

13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um, mas sim se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com "velhos amargos".

14. Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas, damas, xadrez, dominó, golfe, navegar na internet, pintar, fazer trabalho voluntário em uma ONG ou colecionar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
15. ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências... Visite museus, vá para o campo... o importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado quando não for convidado. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para tudo.

16. Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique ou se queixe de tudo, aceite situações como elas são. Tudo está passando. 
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
17. Dores e desconfortos sempre surgirão. Não os torne mais problemático do que são. Tente minimizá-los e não transformá-los no principal assunto da sua conversa. Afinal, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico. Lamentações não servem para nada.

18. Se você foi ofendido por alguém, perdoe. Se você ofendeu alguém, peça perdão. Não arraste ressentimentos pela vida. Eles só servem para deixar você amargurado e triste. Alguém disse que "guardar ressentimentos é como tomar veneno esperando que faça efeito em outra pessoa." Não se deixe envenenar.


19. Se você tem uma crença ou pratica uma religião, conserve-a. Mas orar e tentar converter os outros o tempo todo como um fanático não levará a nada. Se você é religioso, viva a sua fé intensamente, mas com discrição.

20. Ria-se muito, ria-se de tudo. Você é um sortudo, você está tendo uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa desconhecida, assim como foi incerta toda a sua vida.

21. Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos ainda do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, foi e ainda está sendo escrita. Agora, é o momento de descansar, ficar em paz e ser tão feliz quanto for possível.
Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)
E LEMBRE-SE: "A vida é muito curta para beber vinho ruim!"

segunda-feira, 30 de maio de 2016

7 Cuidados Importantes Para Cuidar de Pessoas com Demência


7 Cuidados Importantes Para Cuidar de Pessoas com Demência


Um dos momentos mais  difíceis da minha vida foi quando minha mãe foi diagnosticada com demência. Afinal, trata-se de uma doença degenerativa e sem cura, então não tinha ideia de como lidar com isso. Como eu cuidaria dela? Seria mesmo preciso contratar algum cuidador para isso? Com o passar do tempo, percebi que não há muito o que fazer, além de manter a pessoa segura e com conforto. No entanto, tive alguns aprendizados que foram e têm sido muito úteis e que vale a pena compartilhá-los para quem passa por este momento tão delicado, mas que pode ser mais fácil com esses passos. 
 
1. Leve-os para almoçar ao ar livre
Estudos científicos mostraram que comer e beber ao ar livre podem melhorar a qualidade de vida. Faz com que as pessoas sintam que fazem parte de um grupo. As dificuldades físicas causadas pela demência pode dificultar a vida social, e a pessoa pode ficar muito deprimida e até agravar o quadro clínico. Por isso, faça isso de vez em quando. Leve o seu parente para almoçar ao ar livre em um dia ensolarado, e convide amigos e familiares para socializar com ele. Isso o fará sentir-se melhor.
2. Deixe-os observar e imitar as suas açõescomo cuidar de pacientes com demência
Outro estudo comprovou que realizar refeições com pacientes com Alzheimer ou demência pode ajudá-los a realizar certas tarefas, pois eles observam suas ações e as imitam. Por exemplo, uma pessoa com com demência pode ter dificuldade para segurar garfo e faca, e às vezes não sabe o que fazer com eles. No entanto, ao observá-lo fazendo suas refeições, pode ajudá-los a lembrar. E isso não se restringe somente às refeições. Pode ser feita em outras atividades, como usar o telefone e lavar roupa. Os pacientes observam e imitam. Isso é fundamental para que tenham mais independência, além de diminuir o avanço da doença.
3. Prepare uma refeição que eles reconheçam
No caso da demência, é mais fácil para o paciente reconhecer algumas memórias da infância do que lembrar o que aconteceu no dia anterior. Então, prepare alguma refeição que faça parte de suas memórias. Lembre-se de algum preparo do qual ele gosta muito e faça. Isso será um grande benefício para a mente e o bem-estar do paciente.
 
4. Peça para tocarem pianocomo cuidar de pacientes com demência
Isso vale somente para aqueles que já tenham tocado o instrumento anteriormente. Um estudo realizado em 2015 com 200 pacientes que residiam em casas de cuidados para idosos mostrou que aqueles que não realizavam atividades durante o dia tinham menos qualidade e expectativa de vida. Também foi comprovado que a maioria das atividades de casas de repouso nem sempre atraem tanto os pacientes, e isso inclui estereótipos como bingo, televisão e atividades manuais. Dentro do estudo, alguns participantes disseram que gostariam de tocar piano mas ninguém os encorajava a isso, pois os profissionais responsáveis pelos idosos achavam que eles não tinham capacidade para isso. Por fim, foi comprovado que pacientes que realizavam hobbies e atividades que costumavam realizar anteriormente tinham mais facilidade de socialização, e estava menos propensos a momentos de solidão e frustração.
5. Verifique se estão bebendo água
A desidratação é uma das maiores causas de óbito de pessoas com demência. Com o aumento da idade e o avanço da doença, os pacientes esquecem de diversas atividades, inclusive tomar água durante o dia, ou não tomam simplesmente porque não conseguem pedir, pois perderam a capacidade de comunicação, e também por terem dificuldade de engolir. Por isso, delicadamente faça com que o seu parente tome água durante o dia, e também pode ser suco, chá e até mesmo isotônicos para repor os minerais. Sopa e refeições e alimentos com alta quantidade de água também são uma boa opção, como maçã, pepinos e folhas.

6. Toque as músicas favoritas deles​como cuidar de pacientes com demência
A música tem o enorme poder de elevar o espírito e proporcionar bem-estar, e isso inclui pessoas com demência. De acordo com a Associação de Alzheimer, nos Estados Unidos, a música pode acalmar pacientes muito agitados, melhorar o humor e também a coordenação motora, pois o motor central do cérebro responde imediatamente ao estímulo do som. Procure pelos sucessos de quando seu parente tinha 20 anos, pois esta é uma fase da vida em que estamos muito ligados à música, além de fazer reativar a memória deles.
7. Faça passeios na natureza
Pequenos passeios e caminhadas em locais onde há natureza faz com que as pessoas sintam-se melhor e mais à vontade. Um estudo científico realizado em 2014 mostrou que pacientes com demência que passavam mais tempo em locais ao ar livre, como jardins, eram menos agitados comparados aos que ficavam em locais fechados. Rebecca Whear, a profissional responsável pelo estudo, declarou que cenários como jardins são uma forma de terapia em que as pessoas têm mais facilidade de se envolver com o ambiente. Pacientes com demência são encorajados a sentir o perfume das flores ou simplesmente pisando na terra ou grama, e em alguns casos faz com que lembrem da época em que cuidavam de flores e plantas em seus jardins quando eram mais jovens.

Fonte: prevention.com

A fuga da Freirinha...

Estavam duas freirinhas, já tarde da noite, caminhando pelas ruas de uma cidade em direção ao convento, quando perceberam que estavam sendo seguidas por um tipo grandalhão e mal encarado.
— Irmã, estamos sendo seguidas!
— Impressão sua. Vamos dobrar esta esquina para nos certificarmos.
Dobraram a esquina e o homem atrás delas.
— Que vamos fazer?
— Andar um pouco mais.
E ele continuou seguindo as duas, para desespero delas. Até que uma sugere:
— Irmã, tive uma ideia. Vamos virar na próxima rua e correr uma para cada lado. Quem chegar primeiro ao convento pede socorro.
E assim o fizeram. Ao chegarem à esquina, dispararam em direções opostas. Uma delas conseguiu chegar ao convento e, ofegante, contou às outras freiras o ocorrido. Todas ficaram apavoradas e já iam chamar a polícia quando aparece a outra freirinha, toda esbaforida. 
 
piada da freira esperta
— O que houve?
— Saí correndo e o homem veio atrás de mim.
— E aí?
— Chegou um momento que eu virei uma rua e dei de cara com um beco sem saída. Tentei voltar, mas aquele louco já havia chegado.
— Meu Deus! E depois?!
— Ele me olhou com uma cara muito maliciosa, sorrindo. Então eu ri também e levantei o hábito até o pescoço.
— Oh! E o que ele fez?
— Abaixou as calças até os pés.
— E daí??
— Daí que mulher de saia levantada corre muito mais que homem de calça abaixada, né?!

As 18 Regras do Dalai Lama Para a Vida

As 18 Regras do Dalai Lama Para a Vida

Fonte:  Tudo por email
Não importa se o Dalai Lama é uma personalidade política ou religiosa. Não importa se você é budista ou tem outra crença. Estes simples e sábios conselhos de um homem que viajou pelo mundo e sacrificou-se tanto na tentativa de liberar seu povo merecem encontrar abrigo em seu coração e mente.

É muito difícil discordar das suas palavras, pois elas têm como objetivo conduzir-nos uma vida melhor, com serenidade e paz de espírito.
 
 
1. Lembre-se de que grandes amores e grandes conquistas implicam grandes sacrifícios.
2. Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
3. Viva uma vida boa e respeitável, de forma que, quando você envelhecer, possa recordá-la e sentir-se satisfeito e reconfortado.
4. Uma atmosfera amorosa em casa deve ser a base de sua vida.
5. Ao discutir com quem você ama, mantenha-se no assunto e não traga coisas do passado.
6. Compartilhe o seu conhecimento. Este é o caminho para a imortalidade.
7. Seja gentil com a natureza.
8. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você não conhece.
9. Siga os três Rs: Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros e Responsabilidade pelas suas ações.
 
10. Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade um do outro.
11. Avalie o seu sucesso pelos sacrifícios que você fez para alcançá-lo.
12. Quando você perder, não perca a lição.
13. Lembre-se de que, às vezes, não conseguir o que queremos é um golpe de sorte.
14. Lembre-se das regras de maneira que possa transgredi-las adequadamente.
15. Não permita que coisas pequenas perturbem uma grande amizade.
16. Quando perceber que cometeu um equívoco, corrija-o o mais rápido que puder.
17. Passe alguns momentos sozinho todos os dias.
18. Mantenha-se aberto às mudanças, mas não perca os seus valores.
As 18 Regras do Dalai Lama Para a Vida

terça-feira, 5 de abril de 2016

‘Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado’

‘Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado’


O amor é um encontro entre quereres. Quando um não quer, dois não amam. É triste quando alguém se convence que é possível amar por dois. O coração maltrapilho se ilude a vestir, todos os dias, sua fantasia de ser-amado. Persiste em dançar sem se dar conta de que a festa acabou. Cadeiras empilhadas, música desligada, luzes apagadas. Não há mais uma alma viva no salão. É… o coração não sabe ainda, mas está em plena quarta-feira de cinzas.
Ora, “o que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?” Eu me arrisco a responder Drummond: ser amada. O que a criatura humana quer, mais do que amar, é ser amada. Há um desejo de reconhecimento e aceitação, isso é universal (o que não significa dizer que a obsessão por esse estado seja algo saudável). As pessoas querem ser atravessadas pelo olhar admirado do outro, querem ser curtidas, querem amor. Alguém não quer? Por isso parece tão desesperador quando o outro não topa sentar na gangorra do lado de lá. Não dá pra brincar na gangorra sozinho. Então, não vai ter brincadeira!
Mas porque raios a pessoa não lê os sinais? Acho que faltou à aula de literatura sobre: O Amor Romântico Não Existe — Ele Vende Filmes em Hollywood. Platonismo, masoquismo, sofrismo? É simples a resposta: o sujeito não sabe perder. É um desesperado por ganhar, então, lá vai o coração a implorar por amor. Esfomeado, mimado, o mendiga. Estende a mão trêmula e chora: — Por favor uma esmolinha senhor, por favor, não me negue seu olhar.
É humilhante travar uma luta para convencer a pessoa a gostar de você! Amor não se obriga, não carece convencimento, nem persuasão. Ou é ou não é. Ou quer ou não quer. Quem quer estar ao nosso lado, de verdade, vai sim sempre encontrar uma forma de permanecer — aviso: nesse estabelecimento não trabalhamos com não, nem talvez. Amor é ação, amor é sim, a gente bate no peito e vai viver!
Aquele que vive desesperadamente mendigando ser amado perde a chance de amar honestamente. Sim, quer ser amado ao preço de não poder amar. Isso é tão injusto com a gente. Amar é aceitar, também, que existe uma falha em si e no outro. Esmolar o amor é justamente não aceitar que há uma falta em nós, na qual carecemos aprender a lidar ou morremos insatisfeitos.
Um coração-mendigo esmola, antes de mais nada, o seu amor próprio. É isso! Tá faltando amor cativo à própria história, às realizações, às boas lembranças e às quase certezas sobre quem somos. É piegas, mas acreditem é assim que é. A gente se esquece de lembrar do que construímos de melhor até então. Duvidamos se somos mesmo especiais, bonitos o suficiente, interessantes o bastante. A gente dá uma delirada. Sério! Ficamos cegos e entorpecidos pelo não do outro, como quem diz não à sua própria existência. O amor-mendigo é resultado de um curto-circuito na capacidade de se auto amar, de se auto estimar, pois a outra pessoa encontra-se fantasiosamente misturada a nós. Por isso, parecemos tão perdidos quando o outro não quer mais.
O amor próprio não se apodera com um querer, nem tão pouco com o estalar de um dia. Amar a si, da mesma forma que amar ao outro, é uma construção. É dia a dia. É um enamoramento eterno. Exige disposição, engajamento. Tem que seduzir. Tem que investir. Se pintar, se acariciar, prestar atenção no que traz felicidade. Passar a dar ouvidos às intuições, sem tantos receios. Escutar as coisas bonitas que moram dentro da gente. Cultivar o que nos traz o bem. Amor próprio também é convivência. É cuidar dos nossos detalhes. É enfeitar nosso lar-coração. É trazer flores para casa. É adoçar o café ao nosso gosto. E às vezes é limpeza, varrer a sujeira deixada por corações baderneiros. Que tal começar a faxina hoje? Por onde? Você sabe, claro que sabe, o amor é seu.
*Título tomado de empréstimo de Carlos Drummond de Andrade.

Fonte - Ruth Borges , Revista  Bula abril/2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Tu te tornas eternamente trouxa pela expectativa que cultivas

Tu te tornas eternamente trouxa pela expectativa que cultivas

Ninguém se decepciona com o inimigo. O mais difícil na decepção é que ela vem, justamente, de quem menos esperamos. É feito veneno que entra na circulação e paralisa a mente. Anestesia a percepção, e então, a primeira reação é excluir qualquer possibilidade de que aquilo seja real. A gente nega, mente pra gente na cara dura. — Não é possível que isso está acontecendo! —Isso não existe! — Nem mesmo eu existo! — Quem existe? Afinal de contas, onde estão as claquetes, os atores e as câmeras dessa pegadinha?
Depois, a ficha cai junto com a cara no chão. A gente sente a pancada, bem forte na boca do estômago. É como um filme que paralisamos na cena de um nocaute. E mais tarde, ao apertarmos o play, a pancada vai certeira na alma. A vontade é de virar um cartoon, abrir um zíper nas costas e sair daquela pele, correndo. Em seguida, entrar num bar, levantar a mão para o garçom e pedir: — Outra vida, por favor!
É…para se decepcionar basta estar vivo. Basta esperar, previsionar ou nos cercarmos de expectativas em relação ao outro. Fazemos isso o tempo todo: construímos uma espécie de previsão para facilitar as relações. Mas, jamais conseguiremos prever o desejo do outro, controlar o desejo de alguém. Isso é da ordem do impossível. E aí é claro que uma hora ou outra, desacertamos a previsão. Trocamos um dia lindo de sol ensolarado por tempestades esparsas, com nuvens negras carregadas, a cobrir o fim da tarde de sexta. Nesses dias o tempo fica virado, é céu nublado, e a alma então nem se fala. Uma enxurrada no nosso narcisismo, a nos entregar toda a verdade sobre o mundo: esse lugar é mesmo perigoso. E os habitantes deste planeta inseguro são pessoas, humanos, demasiadamente humanos. Imperfeitos em sua essência, embora cresçamos, muitas vezes, na ilusão maternal a ludibriar nosso convencimento de que o mundo é um lugar legal e todas as pessoas são felizes.
Ninguém está imune a se decepcionar, uma hora ou outra vamos padecer da desilusão, ou seremos nós os protagonistas disso. Traídos ou traidores. Frustrados ou frustradores. Baleados ou atiradores. Quem nunca?
Não somos os mesmos depois de uma desilusão, mas sabemos mais uns dos outros a partir dela. Passamos a suspeitar das previsibilidades humanas de errar, fragilizar, fracassar. Passamos a saber que não é inteligente esperar de quem não tem pra dar. E quando somos nós os errantes, percebemos o quanto ferir alguém que amamos se assemelha cortar a própria carne. Talvez se reestruturarmos o outro dentro de nós, aproximando-o da sua humanidade errante, poderemos assim fazer conosco o mesmo, e crescer um pouco mais. As expectativas correm, sem mais confetes, plumas e paetês. É melhor esperar menos e se surpreender, do que construir castelos no vento, vê-los ruir, e ter que olhar impotente o desengano.
Mas de todas as sequelas que sucedem uma decepção, o aprendizado é o maior risco que corremos. Decepções são ensinamentos, e isso não significa que seja algo pra se colecionar, emoldurar ou passar na frente todo dia e rezar um pai-nosso. Ficar triturando aquilo, acreditando que nossa dor é a maior do mundo, é amarrar corrente no pé e chicotear a felicidade todos os dias. Não dá!
Nossos melhores dias vêm após as piores decepções. Acredite, a gente cria casca e se protege mais, aumenta a imunidade para o dissabor, separa melhor o joio do trigo. Fazemos mais por nós mesmos, esperamos menos do outro, e acabamos, portanto, mais leves e responsáveis por nossa felicidade. A gente descobre no fim que o verdadeiro é o que nos traz o bem, isso permanece. O resto é fumaça, é dor que nas asas do tempo e do perdão — sejamos os errantes ou não — voa pra bem longe de nós.

Fone- Ruth Borges , em  Revista Bula