domingo, 12 de outubro de 2014

RELIGIÃO-Espírito Santo, ore por mim ♪♫ - Fernanda Brum



Só Deus para nos ajudar quando não se acha ajuda em nenhum lugar !

Espirito Santo
Fernanda Brum

Espírito Santo ore por mim
Leve pra Deus tudo aquilo que eu preciso
Espírito Santo use as palavras
Que eu necessito usar mas não consigo
Me ajude nas minhas fraquezas
Não sei como devo pedir
Espírito Santo
Vem interceder por mim

Todas as coisas cooperam pra o bem
Daqueles que amam a ti
Espírito Santo vem orar por mim

Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo.

RELIGIÃO - Angustiado? Conte pra Deus...





Deus é um alto refúgio ( salmo 59.16 ) . Melhormente, eu digo : Ele me dá um auto refúgio... nelsantonio

Talvez você esteja angustiado e certamente a Palavra de Deus têm muito a lhe dizer. Especialmente o livro de Salmos que trata dos dilemas da alma humana. Talvez você esteja sobrecarregado. Espero que estes versículos apontem o caminho da oração. Orando e desabafando ao Senhor encontrarás alívio.
Salmos 18:6 – Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
Salmos 50:15 - invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
Salmos 59:16 – Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.
Salmos 60:11 - Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
Salmos 77:2 – No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.
Salmos 86:7- No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
Salmos 91:15 – Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústiaeu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei.
Salmos 107:6 – Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
Salmos 108:12- Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
Salmos 119:50 - O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica.
Salmos 119:92 – Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia.
Salmos 119:143 - Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia, os teus mandamentos são o meu prazer.
Salmos 120:1 – Na minha angústia, clamo ao SENHOR, e ele me ouve.

RELIGIÃO-Video chocante -Estrupador é Morto na India -

Pessoas  do mal deveriam ser queimados em praça pública, como acontece nos países islâmicos ! Já viram o que fazem com pedófilos e estrupadores na ÍNDIA ? Pois vejam ! Mas meninas e meninos sensíveis NÃO vejam. É justiça mas muito forte de ver. Aqui se pega uns meses na prisão e olhe lá ... apesar da " justiça dos presos " que fazem a eles o que eles fizeram lá fora com os inocentinhos ! Muito padre deveria ver isto ! E não serem acobertados pela IGREJA! http://www.dailymotion.com/video/x4nkec_video-estrupador-e-morto-na-india_news


Video-Estrupador-e-Morto-Na-India - Vidéo Dailymotion

sábado, 11 de outubro de 2014

No tempo dos bondes...
nelson antonio
 
 
Morei no Prado, desde que me entendo por gente.  E havia duas linhas de bondes elétricos que cruzavam minhas ruas diuturnamente, indo de um abrigo ao outro,   incessante e incansavelmente sobre o  carril fincado nas ruas de pedras. Os meus bondes iam até a Gameleira  num trajeto saculejante,  longo e gratificante, enquanto havia também uma linha rapidinha que ia só até o Calafate, pouco depois do Departamento de Instruções da Polícia Militar, o dito D.I., na rua Diabase com Platina.  
Eu já era um  menino levado  e  perseguia os tornozelos tentadores das mocinhas que subiam nos dois  estribos em degrau alto dos bondes indolentes de minha adolescência. Mulheres não usavam calça comprida, coisa de levianas e o molecório, minha turminha,   sentado no meio-fio das calçadas ficava  na espreita, deliciosamente a ver aqueles pedacinhos de pernas brancas e rosadas que eram  todo meu deleite na hora do banho diário. Haja mãos ! Sem medo de nascer cabelo na palma delas  como me amedrontava o pudico Padre Américo da Igreja de São Sebastião, às confissões de todos os sábados.
Os bondes pachorrentos  eram muitas vezes habilmente  pêgos andando  quando arfavam para subir as ruas íngremes  de Beagá ou quase paravam nos trechos em curva, como na Rua dos Pampas com a Praça Clemente Faria. O cobrador, com um maço enorme de notas entrelaçadas  numa das mãos, ia percorrendo o estribo  a cumprir sua difícil missão de  não deixar ninguém  descer sem ter-lhe pago antes  os trocados da viagem. Muitos, a maioria ,  aproveitando  o trajeto sabido e  esperado do condutor sobre o  estribo ,  iam pro outro lado do bonde, onde uma enorme vara de madeira  impedia o acesso , uma espécie de guarda de madeira,   e fugiam desta cobrança, abaixando-se, movimentando-se para frente ou para trás sempre com um  olho no pobre do funcionário municipal   e outro olho nos postes que zuniam perto de nossas cabeças. Era uma perseguição implacável, sempre vencida pela molecada esperta que na hora agá , a poucos metros do cobrador afoito atrás deles  , saltava daqueles paquidermes  elétricos e sumia pelas vielas dos bairros aos risos e deboches. Quando pegos pelas camisas , simplesmnte pagavam a ninharia exigida pelo condutor.
Dentro dos bondes os cartazes escondiam o encardido das madeiras mal envernizadas com propagandas mil da cera Parquetina , Sabão Rinso, Cerveja Antártica Faixa-Azul ( só  se bebia cervejas de casco escuro, tradicionalmente ) , Toddy, "Eu uso Sabonete Lux " ( Amália Rodrigues )  Leite Moça,  " Quem bebe Grapette , Repete "  ,  Cigarros Continental, Mistura Fina, Luís XV, Lincoln, Mentolados, Picadilly  ( um mata-ratos daquele, só pior que o Saratoga ! ) . Havia também  um poema terapêutico  em letras garrafais que jamais esquecí:
 " Veja ilustre passageiro  o belo tipo faceiro que agora tens ao seu lado 
Acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rum Creosetado  !  "
 
      Você podia ficar horas e horas dentro de um bonde, do início ao fim da linha , sem ser incomodado
pois o cobrador nunca se esquecia da cara de ninguém e nunca cobrava duas vezes da mesma pessoa.  Ao chegar no final do trajeto, o bonde parava   e havia um ritual de manobras  para inverter a trajetória da marcha dos bondes:  inverter o gancho elétrico que os prendiam à rede elétrica,  reverter todos os  encostos dos bancos de madeira da lei  numa barulheira infernal, mudar para o outro lado  o madeirame  lateral  que impedia a entrada por aquele lado da via de tráfego ( embarque e desembarque era  sempre pelo lado do meio-fio ) , o motorneiro dirigir-se para a frente oposta do bonde. Isto porque a linha era de mão  única,não tinha  sentido duplo ,   e o bonde nunca dava marcha-a-ré como os trens.
Dentro dos bondes, a gente tentava se aproximar das meninas com cortesia:
-Posso sentar-me ao seu lado?
 - Posso falar com você? 
-Qual a sua graça? 
- Você não é irmã da...?
- Qual o telefone de sua rua ?
( previlegiados os moradores que o tinham em casa )
- Você é daqui? Eu moro na rua Matosinhos com Pampas.
E as meninas , educadas  a não falar com estranhos,  respondiam polidamente  :
- Não , obrigada. Já sou comprometida.
 Falando em meninas, à noite, tínhamos as horas dançantes, cada dia na casa de um, tudo meiado, exceto com  os eternos penetras , onde as bebidas preferidas eram o Crush e o Grapette , deliciosas   mas em garrafinhas tão pequenas do tamanho de um palmo  que mal chegavam para dois goles.  Os mais arrojados tomavam  um Hi-Fi ( Fanta com vodka ), um Cuba-Libre ( Coca e Ron Merino ), um Drink Dreher, um  Drurys uísque nacional ( o importado era uma nota preta ), um Martini  branco e doce,  um Rabo de Galo  ou um Alexander . Bebidas  que nos deixavam arrojados e fora dos limites da introspecção , os ditos introvertidos, muitas vezes roubando beijos que  nunca teríamos a coragem de roubar se estivéssemos sóbrios . Também chamados de bailes engoma-cuecas pois  ninguém resistia sem  se entusiasmar totalmente  a um rostinho colado, a um corpo   banhado e perfumado com Heur Intime (Hora Íntima) grudadinho ao nosso, num ritmo coxal de  dois pra lá dois pra cá,  aos doces murmúrios  femininos do  " para... não ...chega pra lá...desgruda...olha a minha mãe vendo... acho que vou ao banheiro "  , combinados com o som das vitrolinhas  estridentes com os boleros  dolentes  de Waldir Calmon, Gregório Barros, Luca Gatica com sua La Barca indefectível aos nossos ouvidos musicais. Estes encontros dançantes  começavam e terminavam cedo  pois depois das dez horas pessoas direitas não podiam ficar na rua e todas as casas tinham seus portões trancados. Era quando começava a se ouvir , como cigarras cantantes, o apito dos guardas-noturnos , uns para se comunicarem com os outros,  ou talvez para dizer aos ladrões:
 - Estou aqui....cuidado!
Bons tempos aqueles em que se podia andar protegido pelas ruas, se namorava de apenas  mãos dadas nos portões , se punha cadeiras nas calçadas para conversas diárias intermináveis, se ouvia atentamente  a introdução da ópera castroalvense  " O Guarani "   sonenizando e alardeando a chegada da  Hora do Brasil... " dezenove horas no Rio de Janeiro "
Depois foram chegando os enormes e modernos   trolébus ,em 1951,  com requinte de poltronas almofadadas, substituindo gradativamente os nossos queridos bondes que, como nós todos cinquentenários , tornaram-se artigo de museu.O último bonde circulou no dia 30/06/1963, morrendo para sempre este meio de circulação em Beagá
 ( Veja o filme de sua morte e enterro solene  em  http://www.youtube.com/watch?v=IDtXms7m9Dk.  ) 
Os trólebus desapareceram em 1969, e alguns trens elétricos ainda permaneceram como suburbanos para Betim, Sabará, Raposos e Rio Acima.
Aqui em Beagá tem um belo exemplar de um bonde, o de prefixo 75,  do meu tempo de criança no Museu Histórico  Abílio Barreto, na Rua Bernardo Mascarenhas,  Cidade Jardim. Está lá, imponente, digno,
sobre seus trilhos de prata guardando no seu interior todas as minhas lembranças e saudades do meu tempo de bondes.

Quando estou triste e saudoso , vou lá rever o velho amigo que tantas alegrias me deu. Como se visita o túmulo de uma mãe. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Densitometria do sentimento

Densitometria do sentimento
nelson antonio

Quantas vezes estamos envolvidos com alguém, dando conselhos sentimentais , falando como se fosse pra nós mesmos , como se tivéssemos a varinha de condão que vai fazer a mágica de resolver

o coração do outro. Quando na verdade estamos é refletindo no espelho do outro as nossas próprias desilusões sentimentais. Estamos sendo professores quando deveríamos ser alunos. Humildemente devemos se traduzir nas nossas próprias palavras e nos enxergarmos no que pretendemos que o outro se enxergue. Freud dizia -nos que " Quando Paulo fala de Pedro conheço mais de Paulo que de Pedro..." Igualmente, quando você fala para alguém está falando mais de você que do outro.
Ninguém pode julgar os sentimentos de ninguém. Sentimentos são cascatas transbordantes que descem das regiões abissais de nossa alma sem que nada possamos fazer para estancá-las. São emoções libertas que estavam no âmago de nosso ser. Julgar sentimentos é um erro inaceitável. Entendê-los , valorizá-los, acolhê-los é uma função de respeito e solidaridade com quem no-los confidencia em confiança amororsa. Ouvir, ouvir, ouvir. Se possível, nada falar. Ouvir é a melhor fala nesses momentos. Às vezes , é preciso este silenciar. Pois palavras oferecidas devem ser doces como um licor inebriante que se deve tomar vagarosamente, aos pequenos goles, devagarinho em doses homeopáticas, num cálice de cristal, na música de um crepitar morno e gostoso da lareira aconchegante nas noites de inverno ... acalorando a alma de sensações tépidas de carinho e de encontro conosco mesmo e de quem nos carece. Senão, convenhamos ! Beber-se a garrafa toda, pelo bico, vai produzir uma ressaca emocional daquelas ! Em você . E principalmente de quem necessita embriagar-se mas apenas de palavras carinhosas e do aconchego que só os bons amigos sabem oferecer. Respeitando os sentimentos do outro. Amando-os na sua essência de quem sofre e busca o bálsamo do entendimento. Na dose exata da densitometria do sentimento...
...................................................................................................
 " A Arte existe, PORQUE a vida não Basta! "
Ferreira Gullar

 ...................................................................................................

Não deixe o Amor passar ...Drummond

  NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar
por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da
sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre
eles,  fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que
nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se
encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade
de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente:
O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do
dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
(Carlos Drummond de Andrade)


Enviado para Ana  por sua amadamante, uma    psicografia ?
Data: 12 de novembro de 2013 13:23 




"Aceite tudo o que surge. Aceite os seus sentimentos, mesmo aqueles que você não deseja ter. Aceite suas experiências, mesmo as que você odeia. Não se condene por ter falhas humanas. Aprenda a ver todos os fenômenos da mente como sendo perfeitamente naturais e compreensíveis. Experimente exercer uma aceitação desinteressada em todos os momentos com relação a tudo o que você experimenta."
Bhante Henepola Gunaratana ( Buda ) 


 
CANÇÃO:  " VIVER NÃO DÓI. O QUE DÓI É A VIDA QUE NÃO SE VIVE ... " - poeta Emílio Moura, mineiro  centenário.  



DESCANÇÃO  - nelson antonio, médico de almas 
Sou poeta e também escrevinhador  mas, sinceramente, tem que ser poeta mesmo  para  quem acha que viver não dói pois deduz-se que  nunca perdeu um parente querido, nunca viu um amor ir embora por abandono, nunca sofreu uma traição cruel  de quem pregava e jurava fidelidade , nunca teve a decepção com um amigo  dito do peito, nunca teve uma dor lancinante   de dente às 3 da madruga , nunca quebrou uma perna ou um braço num campo da várzea horas longe de hospitais, nunca foi acusado injustamente por algo que não fez ( desde uma varada equivocada  da mãe  até um julgamento injusto impondo-lhe uma pena severa  em qualquer área jurídica ) , nunca viu seu time ser derrotado pro seu maior  rival por um pênalte roubado    na prorrogação de um jogo decisivo final , nunca sofreu uma saudade  não dos outros mas de si mesmo , nunca foi obrigado a levar  seu lamuriante cãozinho predileto para ser sacrificado intimado por um maldito exame de sangue duvidoso da Vigilância Sanitária ,  nunca se desesperou  financeira ou emocionalmente  a ponto de  andar armado contra si mesmo, ,  nunca teve uma doença grave ou incapacitante com prognóstico péssimo ou fatal , nunca brochou na hora agá ante um amor esparramado na cama de desejos, nunca fez cocô mole na calça branca ou menstruou  sujando-se nitidamente em público  , nunca pediu a Deus e a todos os santos por uma causa perdida  e não foi atendido , nunca foi mandado embora do serviço inesperadamente e quando mais precisava  de dinheiro, nunca teve esperança de que algo mudasse para melhor em sua vida. E etc etc etc !  Enfim, se viver não dói é porque você já está mortinho da silva e esqueceram de lhe enterrar ! Viver dói, sim !  E pra caraio !!! Só quem está vivo sabe disto...... e adora a dor de viver ! 

nelsantonio 

Qui nem jiló...

Saudade é que nem jiló ... nelsantonio

Qui Nem Jiló

Cantante :  Simone

Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce aí é ruim
Eu tiro isso por mim, que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer e amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer que me viu triste a chorar 


Saudade, o meu remédio é cantar (2x)
http://letras.mus.br/simone/710603/

https://www.youtube.com/watch?v=J6ah5eegiSM



https://www.youtube.com/watch?v=J6ah5eegiSM


Infinitude ( Museu ...da Alma )







 "Faça da sua ausência o bastante
para que alguém sinta a sua falta,
mas não prolongue-a demais
para que esse alguém não aprenda
a viver sem ti."

Infinitude
( Museu...da Alma )

NelsAntonio

( às pessoas que amei  e se amaram em mim )

 Beagá em 06/12/2014








Guarda de cada Amor  que tiveste 
Como se guarda uma flor num livro

Amanhã,  mesmo ressequida e inerte,

Há de lembrar - nos de momentos vivos !


Poemas, canções , cartas sem sentido...
Trapos de lembranças amorosas
Cobrem nossa alma qual um vestido
Agasalhando-a em emoções ardorosas.

Se nada reténs  do muito que se amou
Encha teu coração de lembranças vívidas
Pense em alguém que se foi  sem ir embora .

Pois o verdadeiro Amor  dá-nos   uma eterna glória 
Se transmuta  em nós numa saudade tão bonita
Do que,  se não pôde ser ,  ser-nos-á infinitude agora !





 O Homem é Eterno enquanto sua memória permanece


" O primeiro Amor que entra no coração é o último que sai da memória"
 ( Petti -Senn ) 





O amor é chama...


 " Que não seja imortal posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto  dure... " 
( Vinícius de Moraes )







Alma interiorana...


Pra quem tem a alma interiorana e trouxe o corpo pra cidade , deixando-a por lá : nos pequenos igarapés de água cristalina,  no cheiro dos eucaliptais, ouvindo a sinfonia  dos pássaros, o mugido dos  animais pastando  nos tapetes das campinas esverdeadas,  no céu azulinho cheio de sol, na brisa suave das manhãs que arrepia a pele e franze  a alma. Pessoinhas antes  felizes e que hoje se debruçam nas janelas engaioladas de seus apartamentos , olhando para o céu que vê sua alma voar para longe, para o interior, para a inocente infância que lá ficou... perdida em uma saudade besta de si mesma. Ah sabiá !... não tens dó de mim. Pois manda ainda  os bem-te-vis , nas tardes mornas daqui,   para me lembrarem que quase  morrí... de saudades dali, de ti, de mim!  Do tempo que não passou...e que insiste em viver dentro do menino que sou ! Um menino envelhecido e sem graça... 
  nelson antonio