terça-feira, 16 de dezembro de 2014

MEDICINA- ANGINA...STENTS....ANGIOPLASTIA....ENTENDA UM PEDACINHO DO CORAÇÃO- Atualização em 24/10/2011












Coração infartado por obstrução de uma coronária










Introduz-se um cateter pela virilha, ou braço, até atingir a artéria coronária acometida

































Dói menos que a dor de uma paixão daquelas mal resolvida
ANGINA...STENTS....ANGIOPLASTIA....ENTENDA UM PEDACINHO DO CORAÇÃO
A respeito de STENTS....Quando se tem uma angina ( dor forte e intensa precordial , na região cardiovascular - geralmente tipo opressão, esmagamento, fincadinhas incessantes , falta de ar - advinda de uma emoção brusca, ou atividade física intensa...ou mesmo quando o coração exigiu um suporte sanguíneo aumentado que não percebemos), faz-se uma série de exames cardiológicos: exame físico apurado e minucioso, eletrocardiograma, teste ergométrico ( correr na esteira ou bicicleta , monitorando a atividade elétrica do coração , o dito eletrocardiograma de esforço ). Depois, se aparecem alterações elétricas ruins neste ECG ( eletrocardiograma ), é indicada uma cineangiocoronariografia para detectar estreitamentos nas artérias coronarianas( Anestesia local na região inguinal, às vezes no braço, introduz-se um catéter longo até as artérias cardíacas, injeta-se contraste radiológico na artéria ( femoral ou braquial - depende do local de entrada ), e vai-se filmando à procura de estreitamentos importantes.Demora meia hora este procedimento. RETIRA-SE O CATETER, FECHA-SE A FERIDA CIRÚRGICA DE ENTRADA DO CATÉTER NA REGIÃO , comprime-se a região com curativo oclusivo. Alta no outro dia, passadas 24 horas.)
Após isto, avalia-se se há estreitamentos importantes arterias intracardíacos. Se os houver, no meu caso houve, faz-se nova cineangiocoronariografia geralmente após 1 semana, mesmo procedimento descrito acima, com ANGIOPLSTIA tentando dilatar os estreitamentos apontados nas coronarianas . Para melhor segurança, após a dilatação daquele trecho estreitado, coloca-se uma molinha expansora para não deixar o estreitamento recidivar, o dito STENT . Tantos stents quantos forem os estreitamentos e artérias envolvidas ( No meu caso foram 3 artérias, colocaram stents em apenas 2...deixaram uma para trás, sob alegação de risco vital ).Esta molinha pode vir impregnada de substâncias protetoras, os ditos STENTS
FARMACOLÓGICOS, principalmente em diabéticos ( que é o meu caso, tenho diabetes tipo II , a mais suave...felizmente, que quase sempre não usa insulina injetável).
Após o procedimento de dilatação e colocação as molinhas, fica-se no CTI em observação diária pois o paciente está sob risco iminente de vida. Se não morrer, foi o meu caso, ou complicar ( o que exigiria uma cirurgia cardíaca de extrema urgência , com colocação de pontes de safena ou mamárias), tem-se alta no outro dia ( foi o meu caso ).
O paciente torna-se cardíaco com vigilância mensal do cardiologista, com exames rigorosos e de avaliação. No meu caso , fiz novos ergométricos ( fui bem no primeiro; no segundo, detectou-se ainda um estreitamento importante..não sei o que vão fazer comigo ainda); radiografias contrastadas dos vasos e coração ( demora o dia todo, pois injeta-se contraste e vai-se fotografando de hora em hora . São dois dias: no primeiro dia, faz-se o exame em repouso, deitadinho numa cama; no segundo dia, o procedimento é com a gente fazendo esteira em sucessivos graus de velocidadde da esteira ( tomei bomba no último momento , pois meu eletrocardiograma denunciou isquemia arterial - falta de circulação nalguma artéria coronariana... o que me proibe de exercícios físicos tipo futebol, etc.).
Depois de tudo isto, passa-se a tomar remédios anticolesterol ( sinvastatinas ) permanentemente, clopidogrel ( não deixa o STENT entupir , devido a agregação plaquetária ) durante um ano, aspirina em pequenas doses para evitar que o sangue coagule nos estreitamentos ainda existentes.
Creio que é uma explicação do paciente Dr Nelson Antonio, em linguagem simples para que se saiba o que é angioplastia, stents, cinecoronariografia, etc.
Todos os procedimentos citados são suportáveis, não doem muito, mas o lado emocional fica à flor da pele ante a expectativa de que algo possa nos acontecer. O famoso dito ficar com o coração na mão , é uma expressão que identifica bem o que a gente passa. Mas a gente se acostuma com tudo se está em mãos competentes, o que é o meu caso.
Ficava triste e afoito por praticar meu futebolzinho, apenas isto me doia mais pois sentia-me bem e ávido por uma vida feliz e descomplicada como ela o era. Estive por vezes fugindo dos conselhos médicos, mas certo de que não estava agindo corretamente comigo. E que podia pagar caro por isso. Mas tentava apenas uma inserção esportiva , devagarinho... Isto foi em fevereiro de 2007 e sobrevivi!
Meu abraço,
nelson antonio


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CATETERISMO CARDÍACOO que é:
Exame cardiológico invasivo feito para diagnosticar ou corrigir problemas cardiovasculares, como por exemplo, a visualização de um estreitamento, geralmente formado por uma placa de gordura, na artéria coronária.
Lateral de uma artéria coronária com diferentes graus de obstrução, desde um estreitamento localizado (espasmo) até à oclusão total e por conseqüência o desenvolvimento do infarto do miocárdio

Como é
O médico faz um corte de 2 a 3 centímetros de largura próximo à prega do cotovelo, no braço direito ou esquerdo, e seleciona um vaso sangüíneo (veia ou artéria). Também pode ser feito pela virilha.
Por esse corte é introduzido o catéter (sonda de 2,7 milímetros de diâmetro e um metro de comprimento), que percorre o vaso até chegar ao coração.
Pelo catéter é injetado um líquido de contraste radiológico, a base de iodo, que permite visualizar, por meio de um aparelho de raio-X, os vasos e cavidades do coração.
As imagens internas do coração e/ou vasos são registradas com tecnologia digital (vídeo digital e/ou câmara multiformatos lazer que auxiliam na análise posterior do exame.

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Equipe durante intervenção
O cateterismo é realizado por uma equipe composta por técnico de raios X, enfermeira(o) especialmente treinada(o) e dois cardiologistas com experiência em procedimentos de cardiologia intervencionista.
Dura entre 30 e 60 minutos, em média, conforme o procedimento realizado.

Feito na sala de cateterismo, com o paciente acordado (anestesia local), deitado sob um aparelho de raio-X. Só em criança é usado anestesia geral para evitar agitação.


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Como se preparar
Fazer jejum de quatro horas antes do exame.
Em geral, não é necessário suspender os medicamentos em uso.
Procurar repousar antes do exame.

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Recuperação
Alta hospitalar que varia de 30 minutos a 24 horas, dependendo do procedimento

Não dobrar o braço (ou a perna) durante seis horas.
Ingerir líquidos em maior quantidade.
Retirar o primeiro curativo depois de 12 a 24 horas.
Limpar o local duas vezes ao dia e cobrir com curativo leve.
Retirar os pontos depois de sete dias.


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É indicado para:
mostrar obstruções das artérias que irrigam a musculatura do coração (coronárias);
quantificar alterações do funcionamento das válvulas e do músculo cardíacos;
esclarecer alterações anatômicas não confirmadas por outros exames;
mostrar em detalhes uma malformação congênita;
desobstruir artérias e válvulas.

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Variações terapêuticas
Angioplastia:
Desobstrução de artéria coronária ou ponte de safena que esteja comprometida por uma placa de gordura ou um coágulo. É feita usando-se um balão que, posicionado e inflado no ponto de estrangulamento, restitui a circulação no vaso.

Stent coronário:
Fixação de uma tela de aço inoxidável na parede interna do vaso desobstruído durante a angioplastia, para impedir novo estrangulamento.

Valvoplastia:
Desobstrução de válvulas cardíacas (pulmonar e mitral) por meio de um ou mais balões infláveis, normalizando a livre circulação do sangue.


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Angina
Angina é a abreviação para o termo médico Angina pectoris. A palavra angina significa dor e pectoris peito. Angina é portanto dor no peito ou o desconforto originado pela diminuição da circulação do sangue no coração e no músculo cardíaco propriamente dito. É conseqüência da falta de oxigênio e de outros nutrientes em alguma parte do músculo cardíaco.

Sinais e sintomas

Pressão, peso ou dor leve no peito (geralmente na região central, no nível do osso esterno)
Dor semelhante a dor de dente com ou sem opressão ou peso no peito
Dores no pescoço e mandíbula
Dores em um ou ambos os braços
Sensação de gases no estômago e na parte inferior do tórax
Sensação de engasgo ou falta de ar
Palidez e sudoreste
Os sintomas podem não ser intensos e, por isso, são freqüentemente negligenciados. É sempre melhor consultar um médico sobre o episódio de angina, mesmo que você se sinta com vergonha se a origem da dor for de uma causa menor. Os episódios de angina estão geralmente associados a:

Raiva ou excitação
Choque emocional
Exercício físico ou trabalho físico pesado, especialmente se forçar o tórax ou os braços
Caminhar rapidamente em subida
Acordar à noite com desconforto devido ao baixo fluxo sangüíneo para o coração
Em todas essas situações, ocorre uma melhoria do desconforto quando a atividade é interrompida. Atividades moderadas durante o dia aliviam a angina noturna.

Muitas pessoas que apresentam angina pela primeira vez temem estar tendo um ataque do coração. Os motivos da confusão entre angina e ataque cardíaco são os seguintes:

Ambos podem ser causados por um acúmulo de placas de gordura (arteroesclerose) nas artérias do coração (artérias coronarianas). Essas placas reduzem o fluxo de sangue para o músculo cardíaco localizado após a obstrução parcial. Em ambos os casos a dor pode ser sentida no peito, nos braços, ombros e/ou pescoço.
Ambos podem ser desencadeados pelo esforço físico.
Ambos são mais freqüentes em homens com mais de 50 anos e mulheres na menopausa.
A diferença entre a angina e o ataque cardíaco é que o infarto (ataque cardíaco) provoca dano ou lesão no músculo do coração. A angina não. Ela é um sinal de alerta da existência de um risco maior de infarto. A dor indica que o músculo não está recebendo sangue suficiente. Às vezes é difícil distinguir entre angina e infarto. Pode ser necessário um período de observação e a realização de exames na sala de emergência ou no hospital para se estabelecer a diferença. O médico pode classificar a angina como estável ou instável de acordo com a descrição do episódio doloroso, mas podem ser necessários exames para confirmar esse diagnóstico. A angina instável é um sintoma de doença coronariana que requer atenção imediata. Ela é uma condição de saúde grave, pois representa um pré-infarto. Afeta muitas pessoas que podem não saber ter a doença coronariana. O tratamento imediato reduz o risco de morte e de eventos cardíacos mais graves. Fatores como depressão alta, obesidade, diabetes, níveis elevados de colesterol, fumo e história familiar para doença arterosclerótica aumentam a possibilidade de desenvolvimento de angina.

Tratamento, cuidados e prevenção

Procure o serviço de emergência sempre que apresentar dores no peito suspeitas de angina. Procure seu médico ou cardiologista, que deve fazer um acompanhamento com exames apropriados para diagnosticar e tratar do seu caso adequadamente. As chaves para o tratamento são:

Medicamentos como:
Nitroglicerina (ou outra medicação para dilatar temporariamente as artérias coronárias), para facilitar o fluxo de sangue para o coração. O efeito da nitroglicerina ocorre em um minuto ou dois.
Medicamento(s) para controlar a pressão.
Dose baixa de aspirina.
Condicionamento físico diário. Deve ser receitado especialmente para você por um fisiologista do exercício recomendado pelo seu cardiologista. Os exercícios devem ser mantidos abaixo do limite do surgimento de qualquer sintoma. Os exercícios podem não fazer parte do tratamento de alguns pacientes.
Não fume. A nicotina do cigarro contrai as artérias e impede o fluxo adequado do sangue.
Evite refeições pesadas e volumosas. Prefira alimentos mais leves ao longo do dia.
Repouse após se alimentar, ou faça apenas atividades leves nesse período.
Reduza sua exposição ao frio no inverno.
Reduza os níveis de colesterol, se estiverem altos, comendo uma dieta pobre em gorduras saturadas e/ou tomando medicamentos para redução de lípides, se estiverem prescritos.
Evite esforço físico súbito, como correr para pegar um ônibus.
Evite a raiva e as frustrações sempre que possível

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Angina
A angina é causada pelo estreitamento das artérias que conduzem sangue ao coração. A limitação da irrigação sanguínea provoca uma deficiência no suprimento de nutrientes e de oxigênio nesse órgão. A dor é sinal de que o coração está recebendo menos sangue do que precisa.
Em geral, a angina é tratada com medicação específica. Existem situações, entretanto, que exigem procedimentos cirúrgicos como a implantação de pontes em artérias coronárias ou angioplastia (introdução de um balão inflado nas artérias coronárias estreitadas por um ateroma para expandi-las e desbloqueá-las).

Sintomas
Dor intermitente ou grande desconforto no peito. Em geral, a dor torna-se mais intensa durante a atividade física e decresce durante o repouso. Alguns tipos de angina, entretanto, podem causar dor mesmo quando a pessoa está em repouso ou dormindo. É uma dor que pode irradiar-se pela mandíbula e pelos ombros ou braços (mais comumente pelo lado esquerdo do corpo).
A dor da angina pode ser agravada pelo estresse emocional, estômago cheio e exposição a baixas temperaturas.
Certos cuidados, contudo, são de importância fundamental para a prevenção e controle da angina.


Recomendações

Se você fuma, faça o possível para deixar o cigarro. O fumo sobrecarrega o coração obrigando-o a trabalhar com mais vigor. Fumar desencadeia ataques de angina;

Se estiver acima do peso, procure reduzi-lo. Não recorra a dietas miraculosas ou drásticas, de efeito duvidoso. Perca peso gradativamente adotando uma dieta de baixo conteúdo calórico, pouco colesterol e muita fibra;

Exercite-se regularmente. Discuta com seu médico a adoção de exercícios condizentes com seu preparo físico. Todas as pessoas podem pelo menos caminhar ou nadar;

Administre sua carga de estresse. Incorpore à sua rotina atividades redutoras do estresse, como exercícios, ioga, meditação, jardinagem, alguns hobbies, conversa com amigos, trabalho voluntário;

Controle a pressão arterial. Adote uma dieta de pouco sal. Aumente a ingestão de potássio e cálcio (bananas e batatas são ricas em potássio). Laticínios de baixo teor de gordura, como iogurte e leite desnatado, são ricos em cálcio;

Modere a ingestão de álcool. Nunca tome mais do que duas doses por dia. Uma dose de bebida destilada equivale a um copo de vinho ou a uma latinha de cerveja;

Faça refeições menores e mais freqüentes. Condicione sua alimentação diária a quatro ou cinco refeições leves em vez de três substanciais;

Descanse por trinta ou quarenta minutos após as refeições;

Evite temperaturas extremamente baixas ou muito elevadas;

Não espere muito para tomar sua medicação contra angina. Tome-a de maneira profilática antes de iniciar tarefas extenuantes. Numa crise, quanto mais cedo tomar o remédio, mais eficiente erá seu efeito.

Importante
Todas as pessoas que sofrem de angina devem manter contato regular com o médico. A angina representa risco de vida em potencial e requer atendimento profissional urgente.



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Angina


> Como funciona o coração?
> O que é o sistema circulatório?
> Qual é o papel das artérias coronárias?
> O que é insuficiência coronária e como se desenvolve?
> O que é a angina?
> Angina significa o mesmo que ataque cardíaco?
> Quais são os diferentes tipos de angina?
> Qual a altura do dia na qual as crises de angina crónica são prováveis?
> Como é a dor provocada pela angina?
> Qual a importância de conhecer a minha angina?
> Em que situações devo procurar ajuda médica?
> Como é diagnosticada a angina?
> O que vai querer saber o meu médico?
> Quais os testes que serão solicitados no meu caso?
> Quais são as metas de tratamento na angina?
> Quais os riscos de insuficiência coronária que não posso controlar?
> Quais são alguns dos factores de risco que posso mudar?
> Por que razão a pressão alta é um factor tão perigoso?
> Por que é importante parar de fumar?
> Qual é a relação entre dieta e insuficiência coronária?
> Como posso controlar o meu peso?
> Por que razão o exercício é tão importante?
> Como posso controlar o stress na minha vida?
> Que tipo de fármacos são usados no tratamento da angina?
> O que devo saber sobre a minha medicação?
> E se estiver medicado para outros problemas?
> Quais são os efeitos secundários dos diferentes fármacos?
> Em que situações é seleccionado um procedimento para o tratamento?
> Poderei viver a minha vida como antes?
> Qual a melhor maneira de conviver com a angina?



O propósito deste texto é facultar-lhe um melhor entendimento da angina para que possa ser parte activa no controlo da doença e encontrar a melhor maneira de conviver com ela.






COMO FUNCIONA O CORAÇÃO?

Entender como funciona o seu coração ajudá-lo-à a entender a angina. Coloque dois dedos sobre o pulso e espere um momento para o sentir; ele é rítmico, constante e forte, atestando a existência de uma máquina maravilhosa que comanda o seu corpo. O coração é um órgão oco, cujo tamanho se aproxima de um punho fechado e que funciona como uma bomba que promove a circulação do sangue através do corpo. Com cada batimento cardíaco, a forte parede muscular do coração, o miocárdio, contrai-se e força a saída do sangue do coração para os vasos sanguíneos distribuídos pelo corpo. O seu coração é uma bomba altamente eficiente, bombeando, ao longo do dia, entre 7.000 a 8.000 litros de sangue.

O coração, na realidade, trabalha como uma dupla bomba. O lado direito bombeia sangue para os pulmões, onde recebe oxigénio; o lado esquerdo bombeia este sangue rico em oxigénio para todo o corpo, enviando oxigénio para as células.

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O QUE É O SISTEMA CIRCULATÓRIO?

O sistema circulatório é o sistema orgânico responsável pelo transporte de oxigénio e nutrientes para todas as células do corpo através do sangue. O coração e os vasos sanguíneos formam o sistema circulatório.

O sangue é bombeado do coração para pequenos vasos denominados artérias, que têm aproximadamente a grossura de um dedo polegar quando saem do coração. Estas artérias ramificam-se como uma árvore, partindo para as diferentes partes do seu corpo, onde se tornam artérias de menor calibre chamadas arteríolas, as quais se subdividem em vasos chamados capilares. Os capilares canalizam o oxigénio e os nutrientes para as células.

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QUAL O PAPEL DAS ARTÉRIAS CORONÁRIAS?

As artérias coronárias são vitais para a saúde do coração porque são as artérias que abastecem o coração com o oxigénio e nutrientes que ele necessita para funcionar. Embora o coração forneça sangue e oxigénio para o resto do corpo, ele precisa de ter o seu próprio abastecimento de sangue que lhe é trazido pelas suas próprias artérias. As artérias coronárias ramificam-se em pequenos vasos que transportam sangue continuamente para todas as partes do coração.

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O QUE É INSUFICIÊNCIA CORONÁRIA E COMO SE DESENVOLVE?

A insuficiência coronária é um estreitamento ou bloqueio gradual das artérias coronárias devido à acumulação de depósitos de gordura chamada placa. Trata-se de um processo que geralmente começa cedo na vida e continua por muitos anos. Pense em canos velhos de ferro e no que acontece quando a ferrugem se instala no seu interior. A acumulação de ferrugem pode reduzir o fluxo da água para um fio. A mesma coisa acontece com as artérias coronárias, embora neste caso os "canos" não sejam rígidos; elas são flexíveis e o seu diâmetro pode variar ao longo do dia. Os depósitos de gordura acumulados nas artérias coronárias durante vários anos reduzem o fluxo de sangue. Este processo chama-se aterosclerose. Em algumas pessoas, as artérias coronárias podem estreitar-se rapidamente e a tal ponto que muito pouco ou nenhum sangue consegue fluir através delas. Esta situação é conhecida por espasmo coronário.

As artérias são essenciais para o transporte de nutrientes ao coração e, quando se entopem ou entram em espasmo, o coração é colocado em risco de "inanição" por ser privado de um abastecimento adequado de oxigénio. A isquémia miocárdica dá-se quando o afluxo de nutrientes ao coração diminui, é interrompido ou inadequado às necessidades do músculo cardíaco nesse momento. A insuficiência coronária é uma importante causa de problemas coronários mais graves, tais como o enfarte do miocárdio, vulgarmente conhecido como "ataque cardíaco".

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O QUE É A ANGINA?

Angina pectoris significa literalmente "dor no peito", é a dor ou desconforto que ocorre quando uma ou mais artérias coronárias não fornecem oxigénio suficiente às necessidades do coração.

Por ser um sintoma de isquémia miocárdica, a angina é geralmente descrita como isquémia miocárdica sintomática.

A angina ocorre com maior frequência durante o exercício ou em condições de stress emocional porque é nestas situações que o seu coração trabalha mais. Para trabalhar mais, o seu coração precisa de mais oxigénio. Se as artérias coronárias não conseguem fornecer o oxigénio suplementar quando o coração necessita dele, a dor e o desconforto provocados pela angina fazem-se sentir.

No entanto, é importante entender que uma deficiência repentina de abastecimento de oxigénio ao coração e episódios de agravamento da isquémia miocárdica podem ocorrer sem causar dor ou outros sintomas perceptíveis.

Estes episódios indolores são geralmente descritos como isquémia silenciosa ou assintomática e, em muitos indivíduos, podem ocorrer mais frequentemente do que as crises dolorosas.

É também importante entender que a isquémia miocárdica silenciosa apresenta o mesmo risco que os episódios dolorosos para problemas cardíacos mais graves, tais como ataques cardíacos e, por fim, insuficiência cardíaca. Portanto, se seu médico lhe disser que tome determinada medicação independentemente de você manifestar ou não sintomas de angina, é muito importante fazê-lo porque a medicação pode reduzir a frequência e a gravidade das crises, tanto silenciosas como dolorosas.

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ANGINA SIGNIFICA O MESMO QUE ATAQUE CARDÍACO?

NãO! A angina não é um ataque cardíaco. Na angina, o fluxo de sangue e oxigénio ao coração é temporariamente reduzido, geralmente porque as artérias coronárias se tornaram mais contraídas. No ataque cardíaco, o fluxo de sangue e oxigénio a uma parte do coração é repentina e permanentemente cortado porque uma artéria coronária está completamente bloqueada. Como resultado, essa parte de músculo cardíaco morre.

Portanto, uma crise de angina pode não causar lesão permanente ao coração, enquanto que um ataque cardíaco sim.

Nem todas as pessoas com angina sofrerão, invariavelmente, um ataque cardíaco, mas o risco de ter um ataque cardíaco é maior quando a pessoa sofre de angina.

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QUAIS SÃO OS DIFERENTES TIPOS DE ANGINA?

O tipo de angina mais conhecida é a angina crónica ou estável. É o tipo de angina que ocorre durante a actividade física ou stress emocional, quando o coração necessita de uma quantidade de oxigénio e sangue maior do que aquele que as artérias coronárias podem fornecer. A angina estável é mais comum durante o exercício ou esforço; o coração recebe oxigénio suficiente durante o repouso. A angina estável está ligada à aterosclerose.

Um outro tipo de angina é a chamada angina instável. As pessoas com angina instável podem ter dor no peito tanto em situação de repouso como em esforço. A angina instável pode ser mais dolorosa que a angina estável, e a intensidade da dor é mais imprevisível.

Durante um determinado período, os episódios aumentam geralmente em frequência e duração e existe também um risco maior de desenvolvimento de um ataque cardíaco.

Um terceiro tipo de angina é a chamada angina variante ou atípica, na qual a dor no peito ocorre mais frequentemente quando o indivíduo está em repouso ou a dormir. Acredita-se que este tipo de angina seja causado por uma constricção ou "espasmo" das artérias coronárias. O espasmo estreita as artérias e reduz o fornecimento de sangue e oxigénio ao coração.

Por último, existe a angina mista, que se acredita ser o tipo mais comum de angina. Pode resultar tanto de um aumento na quantidade de oxigénio requerida pelo coração como de uma diminuição na quantidade disponível. Esta angina é causada por uma combinação de um estreitamento aterosclerótico e de uma contracção das artérias que fornecem sangue ao coração. A angina mista pode ocorrer durante o repouso, ou durante o stress emocional. Além disso, a angina pode ocorrer quando você está exposto ao frio.

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QUAL A ALTURA DO DIA NA QUAL AS CRISES DE ANGINA ESTÁVEL CRÓNICA SÃO MAIS PROVÁVEIS?

Embora as crises possam ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite, são mais frequentes às primeiras horas da manhã. Uma razão provável é que, durante 24 horas, o chamado período circadiano, ocorre um padrão de alterações na pressão sanguínea, no coração, nos vasos sanguíneos e em partes do sistema de coagulação do sangue. As alterações que podem tornar uma pessoa mais susceptível a episódios de angina, isquémia miocárdica silenciosa, e mesmo a ataques cardíacos, ocorrem nas primeiras horas da manhã. No entanto, é necessária uma pesquisa mais aprofundada para confirmar estes factos. Uma outra possibilidade é que os efeitos benéficos de certas medicações, mesmo quando tomadas ao deitar, para tratamento ou prevenção de angina e isquémia miocárdica silenciosa, podem não se estender até as primeiras horas da manhã, altura em que as crises têm maior probabilidade de ocorrer.

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COMO É A DOR PROVOCADA PELA ANGINA?

É importante notar que a dor provocada pelas crises de angina não é igual em duas pessoas. A sensação de dor e desconforto, a sua localização e a frequência com que ocorre variam de uma pessoa para outra. Geralmente, a dor ou desconforto são breves, durando apenas alguns minutos. Têm sido descritos pelos doentes como uma sensação de peso, tensão, queimadura, pressão ou aperto, geralmente atrás do esterno (osso frontal do peito). Pode também parecer indigestão, falta de ar ou sufocação. O desconforto pode espalhar-se para outras partes do corpo, causando entorpecimento ou dor nos ombros, braços ou pulsos, dor no maxilar, pescoço, garganta, dentes, gengivas ou mesmo nos lóbulos das orelhas.

Embora a angina varie de pessoa para pessoa, tem geralmente as mesmas características em todos os episódios de um mesmo indivíduo. Isto significa que em cada episódio de angina, irá provavelmente sentir o mesmo grau de dor e desconforto na mesma parte do corpo e durante o mesmo período de tempo.

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QUAL A IMPORTÂNCIA DE EU CONHECER A MINHA ANGINA?

É importante conhecer bem a sua angina porque assim saberá se deve ficar preocupado se acontecer algo diferente. Os principais aspectos que deverá saber acerca da sua angina são os seguintes:



Que acontecimentos costumam originar um episódio de angina, ou seja, que tipo de actividades;
Que tipo de dor ou desconforto ocorre, onde se localiza e se também se reflecte em qualquer outra parte do corpo;

Qual a duração da dor ou desconforto;

Com que frequência estes sintomas ocorrem;

Com que rapidez são aliviados com a medicação ou com o repouso, por exemplo.


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EM QUE SITUAÇÕES DEVO PROCURAR AJUDA MÉDICA?


Se a dor ocorrer com maior frequência;

Se ocorrer num momento fora do habitual;

Se ocorrer ao mínimo esforço ou actividade;

Se a duração da dor for superior à habitual;

Se a dor se expandir para uma área mais ampla;

Se a dor parecer mais intensa;

Se a dor parecer um pouco diferente do habitual;

Se a dor continuar mesmo após ter tomado os medicamentos;

Se a dor for acompanhada de falta de ar, náuseas ou uma sensação de falha ou irregularidade nos batimentos cardíacos.


Quaisquer destas alterações podem, ou não, ser sinal de um problema grave, tal como no caso de um ataque cardíaco. A única maneira de ter a certeza é procurando a ajuda de um médico.

Mantenha sempre à mão os números de telefone de emergência, principalmente o do seu médico, de um serviço de ambulâncias ou do hospital mais próximo.

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COMO É DIAGNOSTICADA A ANGINA?

Para determinar se a dor que sente no peito é causada por angina, o seu médico utiliza vários meios de diagnóstico. Estes incluem a sua história clínica, um exame físico completo e exames complementares.

A sua história clínica inclui normalmente a descrição dos sintomas, uma revisão de outros problemas de saúde dos seus familiares, os hábitos de vida, o seu tipo de trabalho, as suas actividades diárias e sua atitude geral face à sua própria vida.

O exame inclui geralmente a medição da sua pressão arterial, da pulsação, a ascultação do coração e pulmões com um estetoscópio e a verificação do seu peso. Além disso, o seu médico poderá obter amostras de sangue e urina para uma avaliação mais completa. Por último, o médico poderá realizar diferentes testes para verificar se o seu coração está a receber oxigénio suficiente e se existem quaisquer anomalias na estrutura e funcionamento do seu coração e artérias coronárias. Descrevemos estes testes mais abaixo.

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O QUE VAI QUERER SABER O MEU MÉDICO?

O seu médico vai querer saber tudo sobre a dor no peito de forma a obter uma história clínica detalhada e precisa. É importante responder com sinceridade às perguntas feitas pelo seu médico.

Também deverá sentir-se à vontade para fazer ao médico quaisquer perguntas que necessite.

Alguns dos aspectos que seu médico quererá saber são:


Como é sentida a dor;

Quaisquer outros sintomas que possa ter para além da dor, como falta de ar, por exemplo;

Se a dor ocorre, por exemplo, quando você está a executar determinadas tarefas ou a uma determinada hora do dia;

Qual a localização da dor ou desconforto;

Quanto tempo duram estes sintomas;

Se a dor se expande para outras partes do corpo;

Que faz normalmente para aliviar a dor.

O seu médico também quererá saber se você ou membros da sua família têm ou tiveram quaisquer outros problemas médicos; poderá também querer saber aspectos relacionados com o seu estilo de vida, o tipo de trabalho que executa e, especialmente se fuma, se pratica exercício e que tipo de alimentos ingere. O seu estilo de vida pode influenciar o risco de desenvolver insuficiência coronária.

Finalmente, o seu médico poderá perguntar como se sente em relação à sua vida para ajudar a determinar o seu nível de stress.

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QUAIS OS TESTES QUE SERÃO SOLICITADOS NO MEU CASO?

Por vezes, os médicos podem diagnosticar angina só com base na descrição dos sintomas pelo doente, mas normalmente são necessários vários outros testes para poder determinar o funcionamento do coração e das artérias coronárias.

Lembre-se: a angina é só um sintoma de insuficiência coronária, e, conforme já mencionado anteriormente, você também pode ter uma insuficiência coronária "silenciosa", sem sentir nenhuma dor ou desconforto provocados pela angina.

O seu médico pode recomendar qualquer um dos vários testes destinados a verificar a existência da doença e a sua extensão. Muitas vezes, são necessários vários testes para dar ao seu médico um quadro mais completo da situação. Um teste de rotina é o eletrocardiograma ou ECG, que proporciona um traçado gráfico dos pequenos impulsos elétricos que controlam a actividade bombeadora de seu coração.

Pequenos discos metálicos são colocados em várias partes do seu corpo para captarem estes impulsos eléctricos; os fios ligados aos discos transmitem os sinais para um estilete que imprime o padrão eléctrico do seu coração em papel milimétrico. Um tipo específico de ECG anormal pode indicar a existência de insuficiência coronária.

Um outro teste vulgarmente solicitado é o ECG de esforço, que mostra como o seu coração responde ao stress provocado pelo exercício. Para este teste, os fios colocados no seu corpo são ligados ao aparelho eletrocardiográfico e ser-lhe-à solicitado que caminhe num tapete rolante ou pedale numa bicicleta fixa. O ECG regista a resposta do seu coração ao exercício e normalmente irá detectar anomalias se o seu coração não estiver a receber quantidades suficientes de oxigénio.

Se, após estes testes, o seu médico ainda não puder completar a avaliação e após considerar a sua história, os exames físico e laboratoriais, poderá recomendar um ou mais dos seguintes testes especiais e mais específicos:


Cintigrafias com tálio radioactivo ou outros testes de medicina nuclear;
Arteriografia coronária;
Ecocardiografia;
Cateterismo.
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QUAIS SÃO AS METAS DE TRATAMENTO NA ANGINA?

As principais metas do tratamento são o alívio da dor, impedir o aparecimento de futuros episódios anginosos e desacelerar a progressão de insuficiência coronária. O tratamento da angina pode ser conseguido através de medicamentos, cirurgia e controlo de determinados factores de risco que aumentam as suas hipóteses de desenvolver insuficiência coronária.

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QUAIS SÃO OS FACTORES DE RISCO DE INSUFICIÊNCIA CORONÁRIA QUE NÃO POSSO CONTROLAR?

Os factores de risco que não pode controlar são os chamados "não-modificáveis" e incluem:


História de antecedentes familiares de doença cardíaca, isto é, se alguém da sua família sofre ou sofreu de insuficiência coronária, o seu risco de vir a desenvolver o mesmo tipo de doença é maior;

Ser do sexo masculino, porque a insuficiência coronária ocorre mais frequentemente em homens do que em mulheres;

Ter diabetes. Actualmente, sabe-se que a manutenção de um nível adequado de açúcar no sangue com o uso de medicamentos irá reduzir o risco de complicações ateroscleróticas;

Ter mais de 40 anos de idade.


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QUAIS SÃO ALGUNS DOS FACTORES DE RISCO QUE POSSO MUDAR?

Os factores de risco que você pode controlar são os chamados "modificáveis" e que incluem:


Pressão alta ou hipertensão;

Hábitos tabágicos

Excesso de peso;

Episódios de tensão nervosa e stress excessivos;

Valores elevados de colesterol.


Nota: Existe um tipo de colesterol "bom" chamado HDL-colesterol que ajuda a eliminar do corpo o colesterol, e um tipo "mau" de colesterol, chamado LDL-colesterol, que aumenta o seu risco de desenvolver insuficiência coronária.

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POR QUE RAZÃO A PRESSÃO ALTA É UM FACTOR TÃO PERIGOSO?

A pressão alta é considerada por muitos como um dos mais importantes factores de risco de desenvolvimento de insuficiência coronária. Para entender as razões pelas quais a pressão alta é tão perigosa, é preciso entender o que é esta doença. A pressão arterial é uma medida de força com a qual o seu sangue é pressionado sobre as paredes internas das artérias, conforme ele flui através delas. É perfeitamente normal que a pressão arterial aumente ao longo do dia ou quando está nervoso ou excitado. Mas, ter pressão alta ou ser hipertenso, significa que sua pressão arterial é persistentemente mais alta do que deveria ser.

A pressão alta, ou hipertensão, é perigosa porque faz com que as paredes arteriais se tornem rígidas e espessas, impondo um esforço extra ao coração para manter o sangue em circulação através do corpo. A pressão alta também pode piorar os seus episódios anginosos.

Se tem pressão alta, é importante seguir as recomendações do seu médico para mantê-la sob controlo. Tome os medicamentos exactamente como o seu médico determinou. Se seu médico lhe recomendou uma dieta especial, siga-a rigorosamente.

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POR QUE É IMPORTANTE PARAR DE FUMAR?

O tabaco impõe um esforço acrescido ao seu coração. Ele faz com que o coração bata mais rapidamente e reduza a quantidade de oxigénio que deve chegar ao músculo cardíaco. O tabaco agrava a sua angina e aumenta o risco de ter um ataque cardíaco.

Além disso, os fumadores têm menos hipóteses de recuperar de um ataque cardíaco, em comparação com os não fumadores.

Obviamente que o melhor seria nunca ter fumado mas, se é fumador, pode reverter parte do dano já causado deixando de fumar imediatamente. Quanto mais cedo parar de fumar, mais rapidamente o seu risco de ter problemas cardíacos começará a diminuir. Na realidade, um ano após ter deixado de fumar, o seu risco aumentado de ter um ataque cardíaco será reduzido em cerca de 50%. Nunca é tarde para deixar de fumar.

Se é um fumador inveterado, provavelmente será muito difícil deixar de fumar, mas não é impossível.

Fale com o seu médico ou com ex-fumadores acerca dos meios que existem actualmente para deixar de fumar.

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QUAL É A RELAÇÃO ENTRE DIETA E INSUFICIÊNCIA CORONÁRIA?

Este assunto tem vindo a ser debatido há décadas. Embora seja difícil de provar que um determinado tipo de dieta pode causar insuficiência coronária, não existe nenhuma dúvida de que determinados tipos de alimentos tanto podem aumentar como baixar os seus níveis de colesterol. E lembre-se: uma alta taxa de colesterol é um factor de risco ligado ao desenvolvimento de insuficiência coronária. Além disso, os resultados de vários estudos indicam que quando os doentes com níveis elevados de colesterol os conseguem reduzir, até 1%, através de dieta adequada e medicação, o seu risco de vir a ter um ataque cardíaco e desenvolver doença cardíaca é diminuído até 2%.

Uma dieta que contenha uma grande quantidade de alimentos gordurosos, especialmente os ricos em gorduras saturadas (gorduras que são compactadas à temperatura ambiente) e colesterol, podem aumentar os seus níveis de colesterol. Estes alimentos incluem:


Óleos comestíveis ricos em ácidos gordos saturados

Carnes gordas, tais como, vaca, porco ou carneiro;

Laticínios ricos em gordura, tais como manteiga e queijos gordos;

Gemas e alimentos preparados com gema de ovo;

Vísceras, como fígado por exemplo.


Assim, para controlar ou ajudar a reduzir os seus níveis de colesterol, tente limitar a ingestão destes alimentos para não mais do que duas vezes por semana ou conforme o seu médico ou dietista lhe tenha recomendado.

Opte por alternativas com baixo teor de gordura, como as seguintes:


Carnes magras, aparando eventuais gorduras;

Frango ou perú, sem pele;

Peixe;

Lacticínios com baixo teor de gordura, tais como leite, queijo e iogurte desnatado;

Somente a clara do ovo.


Para além destes, os seguintes alimentos podem ajudar a reduzir os seus níveis de colesterol. Pergunte ao seu médico ou dietista como os incluir na sua dieta.

A aveia em flocos, a farinha de aveia, o feijão e outros tipos de leguminosas contém um tipo de fibra que, em alguns estudos, demonstraram reduzir os níveis de colesterol.

Óleos vegetais, tais como o de milho, açafrão, girassol, soja e de caroço de algodão são poli-insaturados e também podem ajudar a reduzir o colesterol.

O azeite e os óleos de canola são óleos monoinsaturados e podem trazer mais benefícios na redução do colesterol do que os óleos poli insaturados.

Peixes, tais como a cavala, as sardinhas e o salmão contém uma substância gordurosa chamada ácidos gordos omega 3 que mostraram reduzir o colesterol. Se, depois de seguir uma dieta baixa em colesterol o seu colesterol ainda estiver muito alto, irá provavelmente precisar de tomar medicação para reduzir o colesterol.

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COMO POSSO CONTROLAR O MEU PESO?

O excesso de peso sobrecarrega o coração, forçando-o a trabalhar mais para obter o oxigénio suplementar de que necessita.

Consequentemente, ter excesso de peso pode não só agravar a sua angina, como também aumentar o risco de outros problemas que podem afectar o coração, tais como pressão arterial elevada, nível elevado de colesterol e diabetes.

Por isso, é tão importante reduzir o seu peso para valores normais e mantê-lo assim. De um modo geral, para perder peso você precisa comer menos (consumir menos calorias) e praticar exercício (queimar mais calorias). Pense no controlo de peso nos seguintes termos: se consome mais calorias do que as que queima, ganhará peso, e se consumir menos calorias do que as que queima, perderá peso.

Se tiver excesso de peso, o seu médico, dietista ou outro profissional da saúde poderá ajudá-lo a planear uma dieta que se adapte às suas necessidades particulares. Para que a dieta seja bem sucedida, alguns dos seus hábitos alimentares podem precisar de ser alterados. Será útil:


Comer quantidades menores em pratos mais pequenos;

Comer mais lentamente e colocar o garfo no prato após cada bocado levado à boca;

Fazer as refeições num só local da casa;

Comer frutas ou vegetais crus em vez de comidas ou doces de alto teor calórico;

Não se sentir obrigado a comer tudo o que está no prato;

Deitar fora imediatamente tudo o que sobrar.


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POR QUE RAZÃO O EXERCÍCIO É TÃO IMPORTANTE E COMO PODE INICIAR UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS?

O exercício ajuda a manter o seu coração saudável e a fazer com que se sinta melhor. A prática de exercício melhora a circulação e faz com que seu coração, pulmões e outros músculos funcionem mais eficazmente. Se se exercitar regularmente e de acordo com as instruções do seu médico, talvez lhe seja possível fazer mais do que fazia antes, sem sentir dor anginosa. O exercício também ajuda a reduzir alguns factores de risco para a insuficiência coronária, tais como pressão alta, colesterol elevado, diabetes e aumento de peso. Por outro lado, a inactividade física está associada a um risco aumentado de vir a sofrer um ataque cardíaco.

É indispensável que pergunte ao seu médico qual o tipo de exercício e com que regularidade o deverá praticar, antes de iniciar qualquer programa de exercícios. É importante que:


Evite actividades que lhe provoquem dor; conheça as suas limitações;

Faça aquecimento durante pelo menos cinco minutos antes de iniciar os exercícios e relaxamento durante cinco minutos após o exercício;

Páre o exercício se sentir qualquer sinal de dor anginosa;

Use roupas confortáveis e de acordo com o clima;

De início, não tente exercitar-se demais;

Repouse, sempre que necessário;

Informe o seu médico acerca de qualquer dor relacionada com o exercício.


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COMO POSSO CONTROLAR O STRESS NA MINHA VIDA?

Ocasionalmente, todas as pessoas sentem algum grau de stress nas suas vidas. Se tem angina, é importante controlar o seu stress porque ele pode dar origem a uma crise.

Embora seja impossível eliminar totalmente o stress da sua vida, pode tentar controlá-lo ou evitá-lo o mais possível, adoptando determinadas directivas na sua vida diária.

Por exemplo:


Não tenha expectativas não-realistas acerca do que pode ou não fazer;

Não marque na sua agenda mais actividades do que aquelas que tem hipótese de realizar;

Em vez de se sentir aflito quando tem muitas coisas para fazer, tente resolvê-las por ordem de importância;

Enfrente uma tarefa importante dividindo-a em várias outras menores;

Aprenda a dizer "não" quando for impossível ou extremamente difícil atender um pedido;

Saiba reconhecer situações de stress e evite-as sempre que possível;
Aceite a ajuda oferecida pelos outros;

Em vez de se manter em silêncio sobre os seus problemas, discuta-os;

Procure e participe em actividades que proporcionem relaxamento e entretenimento;

Siga as instruções especiais do seu médico ou terapeuta acerca de como pode evitar e aliviar o stress.


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QUE TIPO DE FÁRMACOS SÃO USADOS NO TRATAMENTO DA ANGINA?

Vários e diferentes tipos de fármacos são usados no tratamento da angina; podem ser tomados sozinhos ou combinados entre si.

Cada um tem um propósito específico, tal como reduzir a gravidade da dor anginosa ou impedir o aparecimento de episódios anginosos. Alguns destes fármacos actuam melhorando o fluxo sanguíneo através das artérias coronárias, e outras reduzindo a necessidade de oxigénio do coração.

Entre as medicações mais vulgarmente prescritas para o tratamento de angina encontram-se:

Nitroglicerina

A nitroglicerina é usada para aliviar a dor no peito provocada pela angina, podendo ser usada para impedir o seu aparecimento. A nitroglicerina já é usada há muitos anos no tratamento de angina. Actua equilibrando a quantidade de oxigénio que o coração precisa e a quantidade de sangue e oxigénio disponíveis. A nitroglicerina é geralmente tomada em pequenos comprimidos que são colocados sob a língua para serem dissolvidos. Se estiver medicado com comprimidos de nitroglicerina, certifique-se que os tem sempre consigo, de forma a que possa tomar um ao primeiro sinal de um episódio de angina ou antes de iniciar uma actividade que possa dar origem a uma crise.

Os comprimidos de nitroglicerina devem ser renovados periodicamente porque tendem a perder o efeito depois de algum tempo. Devem também ser mantidos longe do calor e da luz.

A nitroglicerina pode ser prescrita sob várias formas mas, qualquer que seja a que o seu médico lhe preescrever, certifique-se que a usa sempre exactamente conforme lhe foi recomendado. Além disso, pergunte ao seu médico o que fazer se a nitroglicerina não se mostrar eficaz em aliviar completamente a dor anginosa ou se esta se tornar mais grave ou ocorrer mais frequentemente.

Beta-bloqueantes

Estes fármacos ajudam na prevenção dos episódios de angina reduzindo a quantidade de oxigénio que o coração precisa durante o exercício ou stress emocional. Este efeito é obtido pela propriedade que estes fármacos têm de abrandar a frequência cardíaca e diminuir a pressão arterial. Se tem diabetes ou alguma doença pulmonar, estes fármacos provavelmente não lhe serão prescritos. Caso sejam, tome-os regularmente e não pare de o fazer a não ser que seu médico lhe diga o contrário.

Antagonistas do cálcio

Os antagonistas do cálcio são os fármacos mais recentes usados no tratamento de angina. Ajudam na prevenção dos episódios de angina e isquémia miocárdica silenciosa dilatando as artérias . Assim, estes fármacos permitem que uma maior quantidade de sangue flua através das artérias, tornando mais fácil o trabalho do coração de bombear sangue e fazendo com que mais sangue chegue ao próprio coração.

Devido à forma pela qual os antagonistas do cálcio produzem a dilatação das artérias, têm sido usados com sucesso no tratamento de pressão alta. Por serem altamente eficazes e muito bem tolerados pela maioria dos doentes, estes fármacos estão a ser largamente prescritos para o tratamento de angina, assim como da pressão alta.

Alguns antagonistas do cálcio mais recentes ou novas formulações de antagonistas do cálcio mais antigos oferecem a vantagem da eficácia de uma única toma diária.

Assim, quando tomados apenas uma vez ao dia, podem proporcionar efeitos benéficos mesmo durante as primeiras horas da manhã, quando os episódios de angina e de isquémia miocárdica silenciosa são mais prováveis de ocorrer.

Aspirina

Não sendo indicada para a angina propriamente dita, é usada pelos seus efeitos preventivos.

O QUE DEVO SABER SOBRE A MINHA MEDICAÇÃO?

Quando o seu médico lhe prescrever um fármaco para o tratamento de angina, não saia do consultório sem entender totalmente de que medicação se trata e como a deverá tomar.
Deverá saber principalmente o seguinte:


O nome do medicamento, quais as razões para o tomar e como funciona;

Exatamente quando, com que frequência e qual a quantidade que deverá tomar;

Quais os possíveis efeitos secundários que ele pode provocar e o que deve fazer caso ocorram;

Se é seguro tomá-lo em conjunto com outros fármacos ou se não irá interferir no mecanismo de acção dos outros medicamentos que possa estar a tomar;

Se deve evitar determinados alimentos, bebidas alcoólicas ou determinadas actividades enquanto estiver medicado.


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E SE ESTIVER MEDICADO PARA OUTROS PROBLEMAS?

Se estiver medicado para outros problemas, não se esqueça de discutir o assunto com o seu médico. Se estiver a ser seguido por mais do que um médico, não se esqueça de lhes dizer que está medicado para a angina.

Deve também informar o(s) seu(s) médico(s) se estiver a tomar outros medicamentos, tais como laxantes, antiácidos, aspirina, vitaminas ou medicamentos para a gripe que possa comprar sem receita, para que eles possam saber se os medicamentos podem interagir entre si e informá-lo a esse respeito.

Para evitar problemas desnecessários, os únicos medicamentos que deve tomar são os prescritos ou aprovados pelo seu médico. Nunca tome medicamentos receitados a outras pessoas.

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QUAIS SÃO OS EFEITOS SECUNDÁRIOS DOS DIFERENTES FÁRMACOS INDICADAS PARA O TRATAMENTO DA ANGINA?

Muitos fármacos prescritos para a angina podem produzir efeitos secundários enquanto o seu organismo se está a adaptar a eles. Estes efeitos secundários são geralmente ligeiros e transitórios, desaparecendo após alguns dias.

Algumas pessoas podem ter dores de cabeça, uma sensação de plenitude na cabeça ou de um calor subindo para a face quando começam a tomar nitroglicerina. Estes efeitos desaparecem geralmente depois de várias tomas.

Um pequeno número de doentes medicados com beta-bloqueantes podem sentir fadiga, fraqueza, diminuição da líbido ou perturbações do sono. Os antagonistas de cálcio mais recentes podem apresentar uma menor tendência para causar estes problemas. Conforme acima mencionado, muitos efeitos secundários causados por fármacos anti-anginosas podem ser evitados ou eliminados com ajustes posológicos ou mudança da medicação.

Algumas pessoas param o tratamento assim que sentem qualquer efeito secundário. No entanto, parar abruptamente determinados medicamentos pode ser perigoso e, antes de o fazer, deverá consultar o seu médico. Pergunte-lhe quais os efeitos secundários que poderão ocorrer. Assim, não será apanhado de surpresa se algum deles vier a acontecer. Além disso, informe o seu médico caso sinta algum efeito secundário para que ele possa ajustar a dose ou mudar a medicação.

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EM QUE SITUAÇÕES É SELECCIONADO UM PROCEDIMENTO ADICIONAL PARA O TRATAMENTO DA ANGINA?

Quando a dor anginosa continua, apesar do uso de medicação e começa a interferir no quotidiano do doente, ou se uma ou mais artérias coronárias se encontram gravemente estreitadas ou bloqueadas, podem ter que ser consideradas outras opções.

A pontagem aorto-coronária com safena (bypass coronário) é um procedimento comum no tratamento da angina. Nesta operação, uma veia, normalmente retirada da perna do doente, é enxertada ou ligada à artéria bloqueada. Se mais de uma artéria estiver bloqueada, será criada uma passagem secundária em cada uma delas.

Daí os termos pontagem dupla, tripla ou quadrupla. O cirurgião também pode optar, conforme o caso, por desviar uma artéria que fornece sangue para outra região e ligá-la a uma artéria coronária.

Um outro procedimento é a angioplastia coronária. Neste procedimento, o bloqueio existente na artéria coronária é desobstruído através do uso de um balão insuflável na ponta de um tubo fino e longo que é delicadamente guiado em direção à artéria coronária. Quando o balão se abre, os depósitos de gordura são empurrados para trás contra as paredes das artérias, desobstruíndo-as e permitindo que o sangue flua facilmente.

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PODEREI VIVER A MINHA VIDA COMO ANTES?

Embora talvez precise de se ajustar a algumas modificações no seu estilo de vida, muitos doentes de angina conseguem continuar com grande parte de suas actividades favoritas com o tratamento recomendado e modificando alguns dos seus hábitos.

Para isso, deverá compreender perfeitamente a sua condição e controlá-la.




QUAL A MELHOR MANEIRA DE CONVIVER COM A ANGINA?

Inicialmente, pode ser difícil ajustar-se à doença e fazer as modificações necessárias. Iniciar a terapêutica também pode ser uma tarefa difícil. Mas uma vez passado o período de ajustamento inicial, acabará por achar que afinal a sua vida não é assim tão diferente.

Depois de estar bem consciencializado e ajustado à sua doença e começar novamente a ter o controlo da sua vida, deverá ter presentes alguns pontos importantes:


Conheça as actividades e as situações que habitualmente desencadeiam um episódio de angina, podendo assim evitar que este ocorra;

Desenvolva um bom relacionamento com o seu médico. Seja sincero com ele e siga os seus conselhos rigorosamente;

Entenda os ajustes necessários à sua dieta e estilo de vida e colabore com o seu médico para que as mudanças sejam feitas paulatinamente e por etapas. Não tente fazer muita coisa de uma só vez. Por exemplo:


Se tentar deixar de fumar, perder peso e iniciar um programa de exercícios ao mesmo tempo, provavelmente não se conseguirá concentrar o suficiente em cada um destes objectivos;

Aprenda a controlar o stress na sua vida aprendendo a dizer "não" quando isso vier evitar possíveis situações de tensão e problemas;

Inclua os seus familiares nas questões que rodeiam o seu tratamento;

Concentre-se nos pontos positivos: está a trabalhar em direcção a um coração mais saudável e a uma vida mais longa. Certamente haverá coisas que não pode fazer mas, por outro lado, existem muito mais coisas que pode fazer e que, sem dúvida, lhe darão muita satisfação.

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UM PEDACINHO DO CORAÇÃO

Pois é, uma equipe cardiológica retirou um pedaço do meu , colocou 4 molinhas dentro dele, ditas stents, e agora ele mais parece uma carroça rangente, um carro de boi-coração gemendo por qualquer coisa! Pior é quando chove, tenho medo de que ele se enferruge e, aí , bau-bau! Viver é um perigo! Um deliciosos perigo...hehehehehe nelsonet

Descoberta minimiza reentupimento de artérias em pacientes que fizeram angioplastia

Thais de Luna Publicação no EM de 24/10/2011


Doenças cardiovasculares matam 17,3 milhões de pessoas em todo o mundo anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessas mortes, 80% ocorrem nos países em desenvolvimento - entre eles, o Brasil. Uma das principais causas de óbito no país é o infarto agudo do miocárdio, que tira a vida de até 15% das pessoas atingidas. Os que sobrevivem à contração ou ao entupimento da artéria coronária costumam ser submetidos a uma cirurgia - geralmente, uma angioplastia - para a colocação de um stent, a fim de desobstruir a região da artéria a ser tratada. O problema é que a obstrução no vaso sanguíneo pode voltar. Pesquisadores da Universidade de Loyola, em Chicago, nos Estados Unidos, descobriram que duas proteínas podem ser inseridas no organismo das pessoas no início da cirurgia e evitar esse problema. O estudo foi publicado na versão on-line da revista Arteriosclerosis, thrombosis and vascular biology, da Assossiação Americana do Coração.Como a cirurgia causa irritação na parede arterial, células endoteliais - que ficam no interior dos vasos sanguíneos - migram para o local a fim de reparar esse dano. No entanto, células musculares também vão para a região da artéria onde foi colocado o stent, o que pode criar uma cicatriz e obstruir novamente o local. Stents farmacológicos, recobertos por remédios que impedem a proliferação celular, resolveriam essa questão das células musculares. Como, entretanto, impedem a ação das células presentes no interior dos vasos, as paredes da artéria continuam danificadas.


Entenda a pesquisa
Para que a angioplastia seja mais eficiente e a recuperação dos pacientes mais rápida, a pesquisa, liderada pelo professor de medicina e fisiologia da Universidade de Loyola Allen M. Samarel, foca no uso de duas proteínas, chamadas FAK e FRNK. A FAK (quinase de adesão focal) tem exatamente a função de ativar a ação das células endoteliais no lugar onde o balão e o stent foram colocados. Desse modo, segundo o estudo, os pacientes não precisariam tomar remédios anticoagulantes por meses ou anos depois da cirurgia para evitar a formação de coágulos na região. A FRNK (não quinase ligada à FAK), por sua vez, inibe a migração de células musculares e, consequentemente, a chance de a artéria voltar a entupir.As duas proteínas já existem no corpo humano. Sua ação, porém, é potencializada quando as duas são inseridas no local específico onde precisam agir. No experimento, a equipe médica inseriu a FAK e a FRNK na artéria coronária dos ratos que já haviam passado por uma angioplastia - e cujas paredes do vaso sanguíneo haviam sido danificadas, de propósito, para avaliar a ação da FAK. Entre uma e duas semanas depois da cirurgia, a equipe comandada por Samarel analisou a artéria dos animais e constatou que as duas proteínas haviam agido com eficiência no organismo dos ratos, iniciando o processo de recuperação da parede arterial, mas sem a presença de células musculares na região.Problema recorrente O cardiologista Vicente Motta diz que o entupimento da artéria que já foi desobstruída anteriormente chama-se reestenose. “O problema, quando ocorre, geralmente se manifesta nos primeiros seis meses que se seguem ao implante do stent”, explica. Segundo o médico, o fenômeno acontece em até 50% das intervenções cirúrgicas com balão e de em até 30% das angioplastias com stents convencionais. “O percentual cai para até 8% com o uso de stents farmacológicos”, detalha Motta. Ele alerta que lesões intensas na parede arterial, artérias muito finas e o diabetes são fatores que tornam a pessoa mais predisposta a sofrer com o problema.O professor de medicina da Universidade Católica de Brasília e cardiologista Alexandre Brick acrescenta que a reincidência da obstrução arterial é uma reação do organismo à presença de um corpo estranho. “Ainda que os resultados obtidos com os stents farmacológicos possam ser considerados superiores aos dos tradicionais, os pesquisadores têm procurado desenvolver instrumentos mais eficazes e seguros para o procedimento”, destaca Brick.Se já tivesse aplicações práticas atualmente, essa pesquisa poderia ter evitado que o bancário Takanori Carlos, de 47 anos, passasse pela situação de ser submetido a uma angioplastia e, meses depois, ter que fazer a cirurgia novamente, porque a artéria havia voltado a ficar obstruída. “Entre agosto de 2010 e janeiro deste ano tive que fazer três angioplastias, para a colocação de seis stents farmacológicos”, recorda. Em setembro, o cardiologista que cuida de Takanori pediu que ele se submetesse a um cateterismo, para ver como as artérias tinham ficado após a cirurgia. “Nesse exame, descobriram que em uma das áreas onde estava um dos stents havia uma inflamação que estava voltando a fechar o local, impedindo a circulação do sangue”, explica o bancário. Ele precisou colocar mais um stent farmacológico após a descoberta da inflamação. Carlos tem diabetes, um fator que o torna mais vulnerável a sofrer com o problema de a artéria voltar a entupir.A aposentada Maria Pereira de Sousa, de 65, precisou ser submetida a duas angioplastias na mesma artéria em menos de dois anos. “Na primeira vez, há três anos e cinco meses, tive um infarto e precisei fazer uma cirurgia. Senti muita dor no peito, falta de ar, passei mal. Fiz a cirurgia no coração no mesmo dia”, lembra Maria. Dois anos depois, ela sentiu os mesmos sintomas. “Fui operada de novo, porque a artéria entupiu. Agora, vou ao médico de seis em seis meses, para garantir que está tudo bem”, afirma a aposentada, que nunca teve outros problemas de saúde que a tornassem suscetível à reincidência de obstrução arterial.Vicente Motta acredita que as conclusões do artigo terão impactos positivos no tratamento da reestenose coronariana. “A volta do entupimento da artéria não é mais o ‘calcanhar de Aquiles’ da angioplastia, como representava há alguns anos. O grande número de pesquisas na área que ajudam a nortear os procedimentos em angioplastia, assim como o uso de novos dispositivos (stents farmacológicos), minimizaram a incidência dessa complicação tardia”, garante o cardiologista do Incor.Para Alexandre Brick, o estudo pode ter aplicações práticas a longo prazo, na tentativa de estabelecer fatores genéticos que podem atuar na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares - em especial, a ateroesclerose. “Mas o mais importante no tratamento e no controle para evitar a morte por doença cardiovascular chama-se prevenção. Para evitar fatores de risco, deve-se cuidar da alimentação, não fumar, praticar alguma atividade física, evitar a obesidade e o estresse da vida moderna”, completa o cardiologista.
Ateroesclerose

Nessa doença, ocorre a formação de placas de gordura e de tecido fibroso nos vasos sanguíneos, que os obstruem. A ateroesclerose pode ocorrer em vasos de todo o corpo, mas se torna potencialmente letal quando aparece em artérias do coração e do cérebro. Pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol alto, fumantes e sedentárias são as que correm mais risco de desenvolver o problema.
































44 comentários:

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  2. como e onde posso comprar um stend farmacologico em sp obrigado desde ja .....

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    1. STENT FARMACOLÓGICO se obtém pelos Planos de Saúde. Seu hemodinamista há de lhe orientar, se já não o fez. Custa em média uns 15 mil reais , particularmente.

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  3. Dr. Nelson parabéns pelo médico e ser humano que és.
    Em tirar tempo para tantas explicações e informações.
    Que Deus lhe abençoe sempre!! Márcia.

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    1. Obrigado, sou uma pessoa didática e tento passar o pouco que sei para as pessoas. Nasci para servir e não para ser servido. Sorte minha ter pessoas como você por aqui. Meu abraço. nelsantonio

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  4. Dr Nelson,obrigada pelas orientações tenho 47a, em 2012 coloquei 1stent convencional após 3 meses entupiu, fiz uma mamária apos 12 meses obstruiu a mesma artéria e coloquei 1 stent farmacologico, sou diabetica uso insulina o que devo fazer para evitar nova obstrução pois estou muito aflita, me ajude,meu email gracimacias@hotmail.com, tel. 091 80874289, 91 8764-6065, 091-3349-1448, Belém Pa.

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    1. Durante 1 ano usar Clopidogrel , AAS 100 mg com Buffer ( protetor do estômago ) , e outros medicamentos receitados pelo seu cardiologista - principalmente se os Stents são tipo farmacológicos. Diabetes também? Síndrome Metabólica ? Hipotiroidismo? - discuta com seu cárdio se há outras comorbidades presentes .
      Quanto a exercícios físicos, caminhar com passos moderados, sem muito esforço, pelo menos meia hora diariamente em ambiente tranquilo ( praças, clube, pistas de Cooper etc ) . Evitar esportes competitivos e exaustivos principalmente com pessoas mais jovens ( futebol, volei, basquete etc ). E, principalmente, evitar situações de tensão ( estress, filmes fortes , paixão futebolística na TV etc ) , discussões e brigas que possam redundar em instabilidade emocional, principalmente com familiares ( Dê sempre razão às pessoas, mesmo que não a tenham - é uma boa tática para evitar brigas ) .
      No mais leve uma vida normal. Os Stents nos protegem. Os meus já fazem 8 anos...
      Abraços, a seu dispor ,
      nelson antonio - Ministério da Saúde

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  5. D.Nelson Antonio parabéns pelo esclarecimento
    ..."entenda um pedaçinho do coração"... foi bem didático facilitando o aprendizado das patologias,tratamento e procedimentos.
    carla :)

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    1. Obrigado pela gentileza do comentário... Mesmo ausente estou sempre presente in Off

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  6. Dr. Nelson Antônio tenho 60 anos e meu nome é Haroldo Borges estou com 30 dias hoje com 3 stents após um infarto do miocárdio e quero agradecer as explicações...tenho levado uma vida restrita a rua que moro e tenho 2 duvidas: quanto devo andar e quando posso retomar minha vida sexual? meu email é haroldo_sueli@hotmail.com

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    1. Liberada vida sexual normal , sem excessos ou uso sem orientação médica de medicamentos tipo Viagra, Ciallis etc.( Toma nitratos , tipo Sustrate, Monocordil, Isordil etc ? Aqui a proibição é taxativa ) . Durante 1 ano usar Clopidogrel , AAS 100 mg com Buffer ( protetor do estômago ) , e outros medicamentos receitados pelo seu cardiologista - principalmente se os Stents são tipo farmacológicos. Diabetes também? Síndrome Metabólica ? Hipotiroidismo? - discuta com seu cárdio se há outras comorbidades presentes .
      Quanto a exercícios físicos, caminhar com passos moderados, sem muito esforço, pelo menos meia hora diariamente em ambiente tranquilo ( praças, clube, pistas de Cooper etc ) . Evitar esportes competitivos e exaustivos principalmente com pessoas mais jovens ( futebol, volei, basquete etc ). E, principalmente, evitar situações de tensão ( estress, filmes fortes , paixão futebolística na TV etc ) , discussões e brigas que possam redundar em instabilidade emocional, principalmente com familiares ( Dê sempre razão às pessoas, mesmo que não a tenham - é uma boa tática para evitar brigas ) .
      No mais leve uma vida normal. Os Stents te protegem. Os meus já fazem 8 anos...
      Abraços, a seu dispor ,
      nelson antonio - Ministério da Saúde

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  7. Meu pai fez angioplastia e sente o peito muito dolorido isso é normal?

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  8. Meu pai tem 43 anos,ele já fez 3 angioplastias e tem 7 stents, a última que ele fez foi a 3 meses com a colocação de 4 stents, ele vem se sentindo mal, não pode caminhar nem recolher roupas do varal por exemplo que já se sente cansado, com dor no peito e no corpo todo, isso é normal?

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  9. Pode ser normal se não se instalou uma Insuficiencia cardíaca congestiva ( ICC) que pode limitar muito os movimentos de quem a tem , bem como sentir uma dor surda no peito principalmente nos exercícios .
    Em geral, a dor torna-se mais intensa durante a atividade física e decresce durante o repouso. Alguns tipos de angina, entretanto, podem causar dor mesmo quando a pessoa está em repouso ou dormindo. É uma dor que pode irradiar-se pela mandíbula e pelos ombros ou braços (mais comumente pelo lado esquerdo do corpo).
    A dor da angina pode ser agravada pelo estresse emocional, estômago cheio e exposição a baixas temperaturas.
    Faça com que seu pai comece uma reabilitação física moderada , com orientação médica para que melhores suas queixas atuais. Converse com o cardiologista dele sobre isto. Meu abraço, nelsantonio

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  10. tenho prolápso válvula mitral, isto pode mostrar alguma alteração no teste ergométrico/ meus exames estão normais, não bebo, não fumo e estou
    preocupada.

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  11. Resposta apenas pelo email drnelsonantonio@gmail.com , mande suas questões por lá, ok? Não posso e não devo expor as pessoas com comentários públicos. Agradecido.
    Prolapso mitral exige avaliação e exames com seu cardiologista para saber em que situação está seu caso. Pode não normal este achado ou não.

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  12. Eu fiz uma angeoplastia à 4 dias. Estou sentindo um calor interno do lado esquerdo acompanhado de dor! É normal?

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  13. Sim, angioplastia há 4 dias é normal... Está tomando capidogrel direitinho? Se persistir por mais de uma semana , contacte seu hemodinamista que deve ter colocado stent, não ? Meu abraço, afetuosamente
    nelsantonio

    ENVIEM para drnelsonantonio@gmail.com para evitar exposição públicas dos comentários.

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  14. Fiz angioplastia tem 3 dias foi colocado 2 steet convencional . tenho 33anos dr estou me sentindo ótimo aparti de quando posso voltar as atividades normais. Falo porque estou pensando em ficar pelo INSS por 3 meses. Ah esse medicação e para o resto da vida mesmo? Dr. Nelson parabéns as. Alan Delon Itabuna - Ba

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  15. Bom dia douto est ou muito preocupada com meu pai ele esta c 3veias entupidas elle tém diabète nao sabemos o que melhor operar ou colocar cateterismo ja ne dormo me ajudi

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    1. Por favor, email para drnelsonantonio@gmail.com onde respondo aos consultentes sem expô-los publicamente . A priori, o cardiologista deve decidir o que é melhor para seu pai diabético e com obstrução arterial : stent farmacológico? Meu abraço, nelsantonio

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  16. Dr, fiz 1 enfarto dia 26 fiz angioplastia c colocação 2 stents, tive alta dia 28, me sinto bem , apenas com um pouco de tonturas, mas penso ser normal. Ainda tenho 3 bloqueios, que não foram corrigidos porque são inferiores a 70% segundo me foi informado, me disseram que parando de fumar e tomando Clopidrogel por 1 ano não teria problema futuro c essas veias , que estabilizariam e não provocaria outro infarto. Mas continuo com medo , embora tenha deixado de fumar e vá tomar medicação certinha.Obrigado

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  17. Boa tarde Dr. Ótima explicações, clara e objetiva. Gostaria de tirar uma dúvida, qual a chance de uma pessoa de 28 ter angina?? E qual a validade de exames como Eletro, eco e teste de esforço?? Anemia leve pode desencadear desconforto no centro do peito?? Aguardo.

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  18. Respondo apenas pelo email drnelsonantonio@gmail.com , ok?

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  19. implantei stente ha dois meses mas estot sentendo uma leve dor é normal

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  20. Quais os medicamentos indispensáveis após colocação de stents farmacológicos? Coloquei dois a tres meses atrás e parei de tomar o Brilinta 90mg por ser muito caro e dificil de achar. Continuo com aspirina e sinvastatina. Tem problema?

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  21. Quanto custa o tratamento ea recuperaçã sendo 2na uti 2 no quarto coloquei um stens mas to descofiado com o valor

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  22. bom dia o que o senhor acha do brilinta em relaçao ao clopidogrel

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  23. Pergunte ao cardiologista . Há prós e contra. Pode ser melhor ou pior. Abraços, nelson antonio

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  24. Doutor, Boa tarde. Meu pai vai fazer o procedimento cinecoronáriografia. Ele utiliza Clopidogrel. É necessário a interrupção deste medicamento???

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  25. doutor, fiz angioplastia a 3 anos onde foi implantado dois stents, agora voltei a sentir fortes dores e foi colocado mais um, porém foi detectado que um dos stents apresentou 85% de obstrução onde foi marcado uma nova angioplastia para o final de janeiro, quando ocorre o entupimento de um stent o procedimento é mais complicado ? ou não já que o antigo nao pode ser substituido? muito obrigado por sua dedicação e atenção á todos.

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  26. Dr. Nelson Antônio, primeiramente quero agradecer os esclarecimentos, foram uteis de mais .

    Dr. estava em tratamento com os métodos da clinica de Boston, especializada na area sexual masculina, tinha uma certa dificuldade em manter a ereção, comecei o tratamento no dia 01 de outubro, tendo bons resultados, foi então que passando com meu cardiologista para exames preventivos anuais , detectamos 4 artérias com entupimentos, fiz a angioplastia na data de 19 de novembro e me foi inserido 1 stent farmacológico e 1 stent normal, a terceira artéria apenas foi passado o balão e a quarta por ser muito fina e de difícil acesso não foi feito nada, segundo o cirurgião hemodinâmico que executou o procedimento, ( 100% de satisfação ) ou seja a operação foi um sucesso em se tratando das minhas lesões. minha pergunta: Posso voltar com o tratamento . Essa artéria que foi apenas desobstruída com o balão, oque pode acontecer . E essa artéria que não foi feito procedimento algum, so o tratamento farmacológico resolve. estou com essas duvidas agradeceria se pudesse passar alguma informação, muito obrigado.

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  27. Após fazer dois implantes de stent (dezembro/2010 e agosto/2015), continuei a sentir dores no peito e também, nesta ultima, fiz pela virilha, as vezes quando me abaixo ou viro o corpo, minha perna (virilha) doi e perco a força da perna. Isso é normal ?

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  28. Quem tem 2 stents no coração pode tomar o medicamento duratenton

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  29. Dr. Nelson, sou advogado e tenho um cliente que sua mãe faleceu depois de o seu médico ter colocado 16 stents no período de nov de 2012 a abril de 2014, quando veio a óbito. É normal ou até mesmo recomendável uma pessoa ser submetida à colocação de 16 stents num período desses? Grato, Dr. Julio Cezar!

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  30. DR. Nelson, meu pai colocou um stent ha 15 dias e disse que esta sentindo um baticum no corpo inteiro, como se estivesse com muitos corações pelo corpo, o que será isso? meu e-mail socorro.via @gmail.com

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  31. Dr.Nelson, entendi praticamente e o comentario do sr. me ajudou bastante o problema e que passei por Cateterismo e Angioplastia a 20 dias mas ainda sinto dores no peito e na virilha, isto e normal?

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  32. ola Dr. meu pai teve uma parada cardiaca de 30 minutos em seguida infarto .. foi colcado stent normal 15 dias uti em coma induzido ... apos 6 meses mais um principio de infarto .. e agora recente colocou stent farmacologico mais sentindo dores braco ainda formigamento e normal?

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  33. Peço para enviar email para meu drnelsonantonio@gmail.com A priori deve consultar seu cardiohemodinamista para esclarecer as dúvidas. Pode ser normal mas necessita ouvir quem o atendeu pois pode haver ainda artérias coronarianas com obstrução importante.Obrigado. nelsantonio

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  34. dr meu nome paulo tive um enfarto fis angioplastia com stent dai 1 semana senti dor no peito fis ezame deu uma veia entupida na frente do stent q eu avia colocado efisero outra angioplastia ja fais 15 dias mais ainda sinto uma dorzinha no peito quando eu me esforso um pouco
    e normau meu medico dis q edor muscular obrigado

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    1. Isto é normal, está em fase de recuperação. Faça seu controle periódico . Abrs. nelson antonio

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  35. Peço aos consulentes para enviar email para meu drnelsonantonio@gmail.com A priori deve consultar seu cardiohemodinamista para esclarecer as dúvidas. Pode ser normal mas necessita ouvir quem o atendeu pois pode haver ainda artérias coronarianas com obstrução importante.Obrigado. nelsantonio

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  36. Olá Doutor Nelson. Que maravilha suas palavras !
    Faz 8 meses que fiz o procedimento nas duas carótidas onde foram colocados dois stents.
    O médico mandou parar com clopidogrel e continuar com aspirina e pelo resto da vida.Pergunto ao Dr: Pode haver obstrução no stent ou não?Obrigado e Deus te abençoe mais e mais.

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  37. Parabenizo o senhor pelo excelente desempenho que Deus lhe abençoe meu caso dia 07de out 17 fiz angioplastia na subclavia esquerda com 2 stent hj dia 15 out ainda doi a axila ,acima do peito e um pouco subindo o pescoço, será q e ainda do procedimento? Gostaria de sua opinião

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