sábado, 22 de outubro de 2011

Saudades já era...





Saudades já era ...

Saudades de que, de quem se estou indiferente ao tudo e ao nada? Talvez apenas seja saudades de sentir saudades, de ter aquele nozinho na garganta ao ouvir It's Impossible , pensando em alguém. A saudade agora assim morninha não é saudade, é indiferença, coração frio, razão dominando totalmente minhas atitudes. Lá fora uma chuvinha incessante lavando o dia friinho e nada mais. Eu tentando escrever e nada me sai na mente, como um rio que se secou num estio prolongado. A televisão desligada , o computador saturado de emails chatos e repetitivos com seus mil PPS melosos e, por aqui, um Yamaha PSR-230 esquecido no canto do meu quarto-escritório fazem-me o tédio ser bem maior. Vontade de dormir pra não ter vontade de pensar no nada. Acho que vou pegar o carro e dar umas andadas por aí procurando-me em algum imprevisto que surja... quem sabe ver uma batida espetacular de carros? Ou um sorriso convidativo? Ou um bem-te-vi cantando e procurando-me na chuva ?
Aqui sozinho em casa não sai nada. Tédio versus tédio... Acho que minha saudade já era. Tenho urgentemente que fazer novas saudades. Minha poesia exige ! A vida não pode ser tão chata e tão sem graça! E saber que ela pode estar sentindo a mesma coisa...É foda! Há dias que parecem noites insones intermináveis ...
nelson antonio