Ginecologista social, formando opinião com o que lhe esvai da alma :sentimentos Construo-me com os tijolos da dedicação e do amor! Meu telhado de cristal quer ver as estrelas e o sol. Não o embace ...você me cegaria! Amigo é aquele que nos enxerga pelos nossos olhos como nós somos e ainda assim nos ama .
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Mario Quintana - Recordo ainda...
RECORDO AINDA...
Mário Quintana
Recordo ainda... E nada mais me importa
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança
Algum brinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!
Natal de um menino envelhecido ...
Hoje,escrevinhador
nostálgico, estou com saudades dos antigos natais, de esperar pela meia noite
pra Missa do Galo... dormindo em pé ou pelas poltronas da sala de estar da
casa dos meus pais ( mudaram-se pra Morada Eterna ) ao som de músicas natalinas
que escapavam da velha vitrola que arranhava nosso vinil como um gato de unhas
afiadas.
A gente criança lavadinha, de
topete engomado com Glostora , de calça azul-marinho curta, blusa branquinha
de algodão aromatizada com Rinso , sapatos Vulcabrás pretos, exaustivamente
engraxados, e meias Lupo branquinhas como a nossa alma... quanta saudade
daquele menino , sempre extasiado pelo brilho cintilante das luzinhas
multicoloridas da árvore de Natal e pelos pacotes brilhosos dispostos debaixo
dela: qual será o meu ? Quem dera fosse aquele ali grandão de papel celofane
vermelho! Ou aquele redondão ...quem sabe ali uma bola de futebol G18 ?
Hoje, sou um médico
ainda voltado à brancura impecável das roupas e das atitudes! Mas ainda pondo
meus sapatinhos nas janelas da vida à espera de um sorriso, de um beijo da
pessoa querida, de um alô, de uma cartinha amiga, de um desejo sincero de Feliz
Natal... esperas inúteis e frustantes. Pois estamos no mundo absoluto do Eu, Eu,
Eu... e passarei mais um Natal abraçado às minhas lembranças abissais. Todo
Natal me é triste pois traz as lembranças mais felizes que tínha ... e que se
perderam no tempo dos natais. Dos natais meninos! Acho que todos nós somos
tristemente assim ...pobres meninos envelhecidos!
Véspera de Natal...
nelson antonio
Sou para os pobres o seu Papai Noel
E tenho sempre que acreditar
Que as coisas vão parar de piorar
E que virão milagres chovendo do Céu...
Debaixo das marquises os mendigos
Repartem os restos pútridos de comida
E as casas se superlotam de amigos
Trocando mil presentes , encharcando-se de bebida
Nos Postos de Saúde superlotados
Gemendo nos corredores espremida
Vejo uma multidão de desamparados
Como médico , me vem uma dor aguda
De sentir que a medicina em nada os ajuda
Quando a doença do povo é não ter comida!
nelson antonio
Sou para os pobres o seu Papai Noel
E tenho sempre que acreditar
Que as coisas vão parar de piorar
E que virão milagres chovendo do Céu...
Debaixo das marquises os mendigos
Repartem os restos pútridos de comida
E as casas se superlotam de amigos
Trocando mil presentes , encharcando-se de bebida
Nos Postos de Saúde superlotados
Gemendo nos corredores espremida
Vejo uma multidão de desamparados
Como médico , me vem uma dor aguda
De sentir que a medicina em nada os ajuda
Quando a doença do povo é não ter comida!
Tempos de Natal
Nelson Antonio
Natal, que teria isto a ver comigo
Que já não sou mais uma criança
Perdí pela vida até a esperança
De encontrar fora de mim um Amigo...
Natal, tempo comercial de gente rica
Comprando avidamente mil ilusões
Repletando de gorduras obesos corações
Enquanto o pobrezinho mais se mortifica
Esquecemos que Jesus saiu de Seu Céu
E resplandeceu em todo o Seu apogeu,
Acolhido naquela simples e morna palha
Para ver aos homens, empavonados de vaidade,
Que a grandeza de Deus se fez na humildade
E a grande justiceira social é a terra, nossa mortalha! ...
Natal, que teria isto a ver comigo
Que já não sou mais uma criança
Perdí pela vida até a esperança
De encontrar fora de mim um Amigo...
Natal, tempo comercial de gente rica
Comprando avidamente mil ilusões
Repletando de gorduras obesos corações
Enquanto o pobrezinho mais se mortifica
Esquecemos que Jesus saiu de Seu Céu
E resplandeceu em todo o Seu apogeu,
Acolhido naquela simples e morna palha
Para ver aos homens, empavonados de vaidade,
Que a grandeza de Deus se fez na humildade
E a grande justiceira social é a terra, nossa mortalha! ...
Tempos de Natal

Tempos de Natal
Nelson Antonio
Natal, que teria isto a ver comigo
Que já não sou mais uma criança
Perdí pela vida até a esperança
De encontrar fora de mim um Amigo...
Natal, tempo comercial de gente rica
Comprando avidamente mil ilusões
Repletando de gorduras obesos corações
Enquanto o pobrezinho mais se mortifica
Esquecemos que Jesus saiu de Seu Céu
E resplandeceu em todo o Seu apogeu,
Acolhido naquela simples e morna palha
Para ver aos homens, empavonados de vaidade,
Que a grandeza de Deus se fez na humildade
E a grande justiceira social é a terra, nossa mortalha! ...
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Véspera de Natal...


Véspera de Natal...
nelson antonio
Sou para os pobres o seu Papai Noel
E tenho sempre que acreditar
Que as coisas vão parar de piorar
E que virão milagres chovendo do Céu...
Debaixo das marquises os mendigos
Repartem os restos pútridos de comida
E as casas se superlotam de amigos
Trocando mil presentes , encharcando-se de bebida
Nos Postos de Saúde superlotados
Gemendo nos corredores espremida
Vejo uma multidão de desamparados
Como médico , me vem uma dor aguda
De sentir que a medicina em nada os ajuda
Quando a doença do povo é não ter comida!
nelson antonio
Sou para os pobres o seu Papai Noel
E tenho sempre que acreditar
Que as coisas vão parar de piorar
E que virão milagres chovendo do Céu...
Debaixo das marquises os mendigos
Repartem os restos pútridos de comida
E as casas se superlotam de amigos
Trocando mil presentes , encharcando-se de bebida
Nos Postos de Saúde superlotados
Gemendo nos corredores espremida
Vejo uma multidão de desamparados
Como médico , me vem uma dor aguda
De sentir que a medicina em nada os ajuda
Quando a doença do povo é não ter comida!
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