quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Única







ÚNICA
( dedicada a meu único e sincero Amor que me ensinou a Comer, Amar e Rezar...)

Nelson Antonio


No turbilhão da vida cotidiana

há sempre um rosto oculto de mulher.

Há no tumulto da existência humana

alguém que a gente quis e que ainda quer



E numa sede de paixões insana,

cego e humilhado aceita outra qualquer.

Mas sem íntimo ardor, de alma profana,

porque a alma nunca acordará sequer.



E vão passando assim uma por uma ,

mulheres e mulheres, como vieram,

sem depois nos deixar saudade alguma



Pobre de quem, como eu, vê que infeliz :

Teve todas aquelas que o quiseram,

mas nunca teve aquela que ele quis.

2 comentários:

  1. Tudo o que passa se eterniza na saudade...

    ResponderExcluir
  2. Envia-lhe todo teu amor e tua luz...e depois deixa-la partir...

    ResponderExcluir