sábado, 18 de dezembro de 2010

Lavra




LAVRA

Nelson Antonio ( letrista , em minha própria música )



Laraiê, raiê, raiê....

Laiê., laiá...

Laraiê...raiê... laiá...



No sertão da siriema,

Como sofre o lavrador...

Que lavra a terra alheia

No chicote de um senhor;



E a terra tão ingrata,

Só dá fio que num qué...

Se é home vem doente,

Se é são, já vem muié...



Eh país que é inferno,

Desgraçado do sertão...

Meu canto tem que sê berro

Pra explicá minh'aflição.



O braço que é magro

Num guenta luta não,

Mas a voz que não se cala

Vai gritá a toda nação:



- Que o sertanejo é um forte,

Não se abate a marechá,

E lutando inté co´a morte,

Sua honra há de ficá!



Nosso livro é a enxada ;

Nosso leito é a terra;

Nossa pátria é a espada

Que nos mata e nos enterra !


( Em lamento :
Laraiê, raiê, raiê....

Laiê., laiá...

Laraiê...raiê... laiá... )

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