terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nossa hora...


Nossa hora...
Nelson Antonio

Depois do banho,
Você senta na cama
E se descobre lentamente,
Deixando a toalha entreaberta
Descaindo sobre seus seios.
A luz morna e laranja do abajur
Tinge sua pele de pôr-do-sol
E cria um brilho de estrelas
Em seus cabelos úmidos.
Suas curvas perfeitas e insinuantes,
E em seu corpo morno um aroma inebriante dos amantes...
Então beijo sua boca, fruta doce e carnuda,
Entumescida de desejos, com sabor de morango
E a febre dos infernos.
Num vai-e-vem sobre meus lábios
Você suga minha língua,
Chupa-me o pescoço e morde-me as orelhas,
Deixando-me arrepiado e teso.
Desce pelo meu tórax, lambe meus mamilos,.
Inverte meu umbigo e brinca com meu sexo.
Diz-me coisas desconexas, doces bobagens,
Geme e se torce sobre mim,
Sua presa indefesa e perplexa.
Depois, abraça-me com toda a força,
Sufocando-me num gemido
Na hora do nosso gozo ,
num misto de prazer e de dor do amar demais.
Então, adormece sobre meus braços, lentamente,
Como uma criancinha a pedir colo.
E então eu me vejo em que me torno:
Um demente de amor ao seu lado.
Sorrindo pro travesseiro,
Beliscando-me para sentir-me acordado
E cada vez mais deslumbrado e apaixonado.
Plenamente realizado,
Sou seu enamorado!...

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